10 de mar. de 2018

Em Aquiraz (CE), cerimônia de Consagração a Nossa Senhora


Hilton Alan Araruna Vasconcelos
Uma Estrela brilhou
 na Igreja Matriz de Aquiraz!
Maria Santíssima torna-se Mãe e Senhora
de novos escravos de amor.

No dia 08 de março, mês consagrado a São José, Esposo Castíssimo de Nossa Senhora, 13 fiéis da Paróquia São José de Ribamar, Paróquia Primaz do Ceará, após um curso preparatório ministrado pelos terciários dos Arautos, consagraram-se a Nossa Senhora na qualidade de escravos de amor, segundo o método de São Luís Maria Grignion de Montfort, missionário francês, autor de obras universalmente conhecidas e recomendadas pelo grande bem que fazem às almas.


A tricentenária Igreja Matriz, repleta de fiéis, acolheu, fervorosa, a entrada da imagem peregrina do Imaculado Coração de Maria, sucedida pelos acólitos e pelo Revmo. Cônego Edson da Cruz, Pároco da Igreja, ao som de “Salve, Estrela do Mar”, entoada pelo coral de terciários dos Arautos. A imagem do Imaculado Coração de Maria foi posta ao lado da imagem de São José, o perfeito modelo daqueles que querem servir Nossa Senhora.






Durante a homilia, o Cônego tratou a respeito da importância da devoção a Nossa Senhora para a santificação de cada um e ressaltou a seriedade da consagração a Jesus pelas mãos de Maria, fazendo-se necessário levar uma vida condizente com a que São Luís de Montfort indica no Tratado da Verdadeira Devoção, livro que contém a doutrina a respeito da Escravidão por Amor. Após a homilia, deu-se propriamente a cerimônia de consagração, na qual o celebrante e os consagrandos, ajoelhados, leram, acompanhados pela oração silenciosa e fraterna da assembleia, a fórmula da consagração contida no Tratado. 








Ao final da Missa, o Revmo. Cônego Edson da Cruz agradeceu aos Arautos do Evangelho pela presença, ao coral pelas músicas cantadas durante a Missa, e disse que “as portas da Paróquia estarão sempre abertas para os Arautos”. Os mais novos consagrados dirigiram-se à imagem de Nossa Senhora, em agradecimento pelas abundantes graças derramadas sobre eles, e para receberem os cumprimentos do Pároco, que assinou os pergaminhos com a fórmula de Consagração. 






Todos saíram da Missa bem convictos de que, se confiarmos inteiramente em Nossa Senhora, que é a Estrela que nos guia nos mares da vida, poderemos enfrentar, sem soçobrar, qualquer tempestade, vento impetuoso, ou onda que se apresentarem em nosso caminho, sem nos perdermos, nem nos desesperarmos, e chegarmos firmes ao porto seguro, o Céu.

"As portas da Paróquia São José de Ribamar estarão sempre abertas para os Arautos”
Cônego Edson da Cruz com Cooperadores dos Arautos após cerimônia de Consagração.

8 de mar. de 2018

O Perfume de Cristo


A grande vocação do cristão:
difundir por todo o mundo
o sublime odor de Nosso Senhor Jesus Cristo
Se o perfume não se evola pelo ar,
 impregnando-o com seu rico odor, de nada vale:
envelhece e é jogado fora, sem cumprir sua finalidade...

Ir. Patricia Victoria Jorge Villegas, EP

Calai-vos, calai-vos! — repetia o sacerdote, enquanto tocava com seu bastão as florzinhas que cobriam o prado à beira da estrada. Eis como São Paulo da Cruz procurava conter seus arroubos de amor a Deus quando saía a passear na primavera, pois as mimosas flores do campo falavam-lhe com irresistível eloquência, proclamando a perfeição infinita do Criador! Sem palavras nem vozes que pudessem ser ouvidas, mas simplesmente por sua formosura e perfume, elas arrebatavam o Santo; e ele, para não desfalecer de enlevo, via-se obrigado a pedir-lhes silêncio…

Se este pequeno fato evidencia o quanto “é a partir da grandeza e da beleza das criaturas que, por analogia, se conhece o seu Autor” (Sb 13, 5), há, porém, outro aspecto no qual poucas vezes detemos nossa atenção: o cuidado de Deus ao criar nosso corpo, dotando-o de sentidos. Por meio deles podemos não só tomar contato com as coisas materiais, como também nos elevar às sobrenaturais. Um esplendoroso panorama, os sons harmoniosos ou algum alimento saboroso muitas vezes servem de instrumento para nos recordar verdades superiores.

Tomemos como exemplo as agradáveis fragrâncias fabricadas pelas mãos humanas. Fruto do talento e do labor dos perfumistas, são elas elementos aprazíveis ao nosso olfato e à nossa alma, sobretudo quando se tornam pretexto para nosso Anjo da Guarda nos inspirar bons pensamentos, convidando-nos a refletir sobre o frescor da pureza, sobre a candura da inocência ou a limpidez de um coração reto. Não é raro, portanto, que os excelentes aromas sejam úteis para nos aproximarmos de Deus, como diz a casta esposa do Cântico dos Cânticos: “suave é a fragrância de teus perfumes; o teu nome é como um perfume derramado” (Ct 1, 3).

Decerto foi esta uma das razões pelas quais, no Antigo Testamento, Ele próprio instruiu Moisés na preparação da mistura odorífera para a unção dos sacerdotes e dos objetos sagrados (cf. Ex 30, 22-25), bem como do incenso aromático que todos os dias, pela manhã e à tarde, devia ser queimado no altar dos perfumes (cf. Ex 30, 34-36). Com isso, os fiéis podiam louvá-Lo dignamente e, ao mesmo tempo, ter uma noção das delícias eternas.

Entretanto, se consideramos os perfumes por outro prisma, eles têm uma lição a nos oferecer. Basta pensarmos numa requintada fragrância guardada num valioso frasco de cristal. Se ela tomasse vida e começasse a pensar, acaso preferiria ficar para sempre dentro daquele “palácio de vidro”, numa existência tranquila, ao invés de evolar-se pelo ar, impregnando-o com seu precioso odor? É evidente que não, pois está em sua natureza perfumar.

Ora, todos nós, batizados, “somos para Deus o perfume de Cristo entre os que se salvam e entre os que se perdem” (II Cor 2, 15). Eis a grande vocação do cristão: difundir por todo o mundo o sublime odor de Nosso Senhor Jesus Cristo, recordando aos homens que seu destino é a eternidade e em função dela se deve viver.

O O Santo Padre Bento XVI,
em reconhecimento pela obra que tem feito
em favor da Santa Igreja, conferiu a Mons. João Clá,
pelas mãos do Emmo. Cardeal Franc Rodé
a medalha "Pro Eclesia et Pontifice"

Um filho da Igreja jamais será como um bálsamo engarrafado, temeroso de expandir-se para não perder suas comodidades. Pelo contrário! De seu coração generoso, sempre pronto a lançar-se em toda espécie de heroísmo, emanam a fé, a esperança e a caridade, que, penetrando no universo inteiro, conquistam almas para o Reino dos Céus e sobem ao trono de Deus como oferenda de agradável aroma.

(Revista Arautos do Evangelho, Março/2015, n. 159, p. 50 – 51)


2 de mar. de 2018

Consagração a Nossa Senhora no Conjunto Ceará

Emanuele Secundino de Souza

Nos braços acolhedores de 
Maria Santíssima e 
confiantes no triunfo de seu Imaculado Coração

No dia 24 de fevereiro, dia dedicado a Nossa Senhora da Confiança, um grupo de 81 pessoas se consagrou a Nossa Senhora, segundo o método de São Luís Maria Grignion de Montfort, na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, localizada no Bairro Conjunto Ceará, em Fortaleza.

Com a igreja repleta de fiéis, a Celebração Eucarística presidida pelo Pároco Pe. Severino Guedes, se iniciou com o belíssimo cântico "A 13 de Maio" cantado fervorosamente por toda a assembleia. Durante a homilia o padre encorajou os consagrandos que não tivessem vergonha de viverem como verdadeiros Consagrados e que fossem "Arautos" anunciando Jesus Cristo por meio de Maria.


Após as palavras de incentivo iniciou-se o rito da Consagração a Jesus Cristo por Maria com a bênção das correntes e pergaminhos, em seguida, todos ajoelhados recitaram a oração da Consagração. Ao final da solene Santa Missa os consagrados acompanhados de seus padrinhos e madrinhas assinaram o pergaminho e levaram de lembrança fotografias que marcaram tão importante data na vida de cada um dos consagrados. 









Este grupo de devotos que se consagrou à Santíssima Virgem Maria, participou de um curso preparatório de oito semanas, ministrado pelos Cooperadores dos Arautos do Evangelho. Ao final do curso, compreenderam que a verdadeira devoção à Mãe de Deus é um caminho fácil, curto, perfeito e seguro, para o fiel seguir e imitar a Jesus Cristo, como nos afirma São Luís Maria Grignion de Montfort. 

No "Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem", São Luís nos ensina a sermos escravos de Jesus em Maria, ou seja, uma escravidão oposta a que hoje o mundo oferece, entregue aos vícios e prazeres; uma escravidão de amor que nos conduz à verdadeira liberdade.

25 de fev. de 2018

PRECES - Oração de Santo Agostinho


Diante de Vós, Senhor
 Santo Agostinho


Diante de Vós, Senhor,
apresentamos o fardo dos nossos crimes
e simultaneamente as feridas que por causa deles recebemos.


Se pensarmos no mal que fizemos,
é bem pouco o mal que sofremos
e muito maior o que merecemos.

Foi grave o que ousamos cometer e leve o que agora sofremos.

Sentimos que é dura a pena do pecado e,
no entanto não nos decidimos deixar a ocasião dele.


A nossa fraqueza geme
esmagada sob o peso dos castigos com que nos punis justamente,
e a nossa maldade não quer se desfazer dos seus caprichos.

O espírito anda atormentado, mas a cerviz não se verga.
A nossa vida suspira no meio das dores e não nos corrigimos.

Se contemporizardes conosco, não nos emendamos,
e se tirais de nós vingança, gritamos que não podemos.


Se nos castigais,
sabemos declarar que somos réus,
mas se afastais por um pouco a Vossa ira,
esquecemos logo o que deploramos.

Se levantais a mão, logo prometemos a emenda,
se retirais a espada, já nos esquecemos da promessa.

Se nos feris, gritamos que nos perdoeis,
se nos perdoais logo voltamos a Vos provocar.


Tendes-nos aqui, Senhor, 
diante de Vós confessamos os nossos pecados;
se Vos não amerceais de nós,
aniquilar-nos-á a Vossa justiça.

Concedei-nos Pai onipotente,
o que sem merecimento algum de nossa parte Vos pedimos,
Vós que nos tirastes do nada.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Amém.

V. Senhor, não nos trateis segundo os nossos pecados.
R. Nem nos castigueis segundo as nossas iniquidades.

Oremos – Ó Deus, a quem o pecado ofende e a penitência propicia, olhai favoravelmente para as preces do Vosso povo e relegai para longe os vossos castigos da Vossa ira, que merecemos com os nossos pecados. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém.

21 de fev. de 2018

Perdão, arrependimento e conversão


As flores do manacá desabrocham brancas e tornam-se roxas.
Recordam as almas que, 
tendo perdido a alvura da inocência batismal,
 tingiram-se com as cores
roxa, lilás e violácea da contrição.

Ao percorrer as páginas do Evangelho, contemplamos diferentes matizes da infinita bondade de Nosso Senhor Jesus Cristo no contato com as pessoas que d'Ele se aproximavam: a uns perdoando, a outros curando, sempre estimulando para o bem e convidando ad maiora, a todos querendo salvar.

Dentre as muitas passagens que poderíamos recordar, uma das mais marcantes é, sem dúvida, o encontro do Divino Mestre com aquele que seria o futuro Chefe da Santa Igreja: "Fixando nele o olhar" - Jesus não lhe pergunta o nome, pois já o conhecia desde toda a eternidade! - "disse: ‘Tu és Simão, filho de João; serás chamado Cefas (que quer dizer pedra)'" (Jo 1, 42).

São Pedro, reconhecendo seu erro e sua fraqueza,
ornou sua alma com a nobreza do arrependimento. 
O primeiro olhar do Salvador para Simão Pedro decerto possuía tanta unção e infundia tal força, que de si teria sido suficiente para sustentar o Apóstolo pela vida inteira. Entretanto, na hora da Paixão, talvez ofuscado por uma visão naturalista das coisas, ele se esqueceu desta graça e, antes que o galo cantasse, negou Jesus por três vezes...

Foi então que, "voltando-Se o Senhor, olhou para Pedro" (Lc 22, 61). Ao receber naquele momento de dor tal olhar, cuja beleza era infinitamente superior aos vitrais, ao reflexo do Sol nas águas do mar ou a qualquer outra maravilha natural, Simão caiu em si e "flevit amare - chorou amargamente" (Lc 22, 62). Eis a contrição de São Pedro, um dos mais edificantes fatos da hagiografia!

Permitindo esta falta, quis a Divina Providência acrescentar à glória do primeiro Papa a nobreza do arrependimento, pelo qual a alma, reconhecendo seu erro e sua fraqueza, implora a Deus o perdão e as forças para não mais pecar. Até o fim dos séculos, Pedro será modelo para todos os que, tendo caído, não deixaram sua alva túnica batismal manchada pelas nódoas do pecado, mas souberam tingi-la no lilás da penitência.

Estas cores tão características da Quaresma, nós as vemos esplendidamente representadas no manacá, vegetação muito familiar a boa parte dos brasileiros, sobretudo aos que vivem ou passam pelas proximidades da Mata Atlântica. Contrastando com o verde das folhas, as flores desta planta desabrocham brancas e tornam-se roxas, depois de passar por vários tons de lilás, produzindo um espetáculo que deixa encantados quantos têm a oportunidade de observá-lo.

Carregada de botões alvos e violáceos, ela pouco exige do solo e responde com generoso viço quando se lhe dá algum cuidado especial. Assim, também sob este aspecto, recorda as almas penitentes que, sentindo-se imerecedoras da benevolência divina, retribuem com maior amor e renovados propósitos de virtude os benefícios d'Ele recebidos.

Saibamos ver na pulcritude do manacá este elevado simbolismo e compreenderemos melhor quão agradáveis a Deus são os corações que odiaram o pecado cometido e, abandonando o mau caminho, encetaram a via da retidão.

"O mal é, de si, odioso" - ensina o padre Monsabré - "mas a industriosa Providência sabe tirar dele proveito em favor do bem. Do espetáculo da iniquidade triunfante, Ela faz nascer o desejo de uma perfeição sublime que compensa, aos olhos de Deus, as humilhações de nossa natureza degradada".

Quando a consciência nos acusar de alguma falta, procuremos com confiança o olhar d'Aquele que "aduba" as almas arrependidas e as fortalece na prática da humildade, levando-as a florescer magnificamente pelo vigor da contrição.

Por Irmã Beatriz Alves dos Santos, EP

(Revista Arautos do Evangelho, n. 170, pp. 50-51).

19 de fev. de 2018

Aniversário de Aprovação Pontifícia


Há dezessete anos . . .

No dia 22 de fevereiro, a Igreja comemora a festa da Cátedra de Pedro. Segundo a Liturgia das Horas essa festa é comemorada desde o “século IV, como sinal da unidade da Igreja, fundada sobre o Apóstolo”.

Nos documentos eclesiásticos, a expressão Cátedra de Pedro
 tem o mesmo significado de Trono de São Pedro

Estátua do Príncipe dos Apóstolos no Vaticano

Esta é uma grande data para os Arautos do Evangelho, pois há dezessete anos São João Paulo II aprovava a instituição e a tornava Associação de Direito Pontifício.

Na audiência geral daquele dia o Santo Padre assim se referiu aos Arautos, expressando-se em língua portuguesa:

“Saúdo de modo especial o numeroso grupo da Associação Internacional de Fiéis de Direito Pontifício, Arautos do Evangelho, para que sendo fiéis à Igreja, ao seu Magistério, permaneçam unidos aos seus pastores e anunciem corajosamente, pelo mundo inteiro, a Cristo Nosso Senhor.”


“Sede mensageiros do Evangelho, por meio do 
Imaculado Coração de Maria”, 
concluiu o Sumo Pontífice após a aprovação



18 de fev. de 2018

Cooperadores Arautos realizam simpósio de carnaval


Leilane Maria Barros
Terço luminoso marca simpósio
de Cooperadores dos Arautos
O extenso feriado de carnaval foi um excelente período 
de formação, recolhimento, oração e reparação 
para os Cooperadores dos Arautos do Evangelho. 

Nesses quatro dias, dois grupos foram formados para receberem formações específicas, em reuniões preparadas pelos religiosos dos Arautos residentes na capital cearense. O primeiro grupo, aberto ao público, dirigido pelo Ir. Geraldo Cúrcio, EP, explorou assuntos relacionados aos grandes milagres da História da Igreja: o Santo Sudário, as aparições de Nossa Senhora de Guadalupe, os milagres eucarísticos e os corpos de santos incorruptos. 




Pe. David Francisco, EP conduziu o segundo grupo formado por terciários ou cooperadores que os reuniu para desenvolver temáticas relacionadas à vocação e ao carisma dos Arautos, servindo como exemplo a vida dos fundadores que inspiraram o surgimento e crescimento desta obra.




Além das formações, houve atendimento sacerdotal para confissões e celebração da Santa Missa em todos os dias animada pelo grupo musical dos jovens do Projeto Futuro e Vida. 







As crianças do Projeto Futuro e Vida ainda apresentaram peças teatrais aos participantes do encontro, uma na segunda-feira, sobre Os Dois Amigos, e outra na terça-feira que contou a história de São João de Nissibi e os Mendigos.











Pedindo a intercessão da Virgem Maria, os participantes rezaram o Santo Terço luminoso, com velas e tochas, em reparação as ofensas ao Seu Imaculado Coração e ao Sagrado Coração de Seu Filho Jesus desferidas neste período de Carnaval. Neste momento, todos foram chamados a ser Luz no mundo, como instruiu Nosso Senhor Jesus Cristo, por meio das Sagradas Escrituras.









Por fim, buscando ser iluminados pela fé e pelas graças recebidas nesses dias de recolhimento, os fieis pediram a Deus e a Nossa Senhora uma santa preparação para a Quaresma, para que seja um período proveitoso para a conversão e salvação das almas.