10 de abr. de 2018

Nova Consagração a Maria


Consagraram-se a Jesus Cristo,
na Festa da Divina Misericórdia
No segundo Domingo da Páscoa a Igreja celebra
a Festa da Divina Misericórdia,
 instituída pelo Papa São João Paulo II,
atendendo ao pedido que Nosso Senhor Jesus Cristo
fez a Santa Faustina Kowalska.

"O desejo de Deus Filho é formar-se e, por assim dizer, encarnar-se todos os dias, por meio de sua Mãe, em seus membros" (São Luís Montfort)
Escravos de amor a Maria, consagrados a Jesus Cristo no último dia 7 de abril
Ao centro, Pe. David Francisco, EP e Ir. Geraldo Cúrcio, EP

É razão para que esta data seja lembrada com maior significado e devoção para o novo grupo de devotos de Maria que se consagrou a Jesus Cristo, a Sabedoria Encarnada, pelas mãos virginais da Mãe de Misericórdia.

A solenidade de consagração ocorrida na Casa São José, sede dos Arautos do Evangelho em Fortaleza transcorreu durante Missa celebrada pelo Pe. David Francisco, EP reunindo um grande número de fiéis e familiares daqueles que se uniram mais proximamente a Nossa Senhora.






Durante a celebração eucarística, o texto da Consagração, composto por São Luís Maria Grignion de Montfort, foi pronunciado de joelhos diante da Sagrada Imagem do Imaculado Coração de Maria pelo Sacerdote e pelos fiéis; e com muita Fé e compenetração, assinado por cada um dos consagrados.







Ao final da Missa, cada um dos neo-consagrandos dirigiu-se à imagem de Nossa Senhora e, aos seus pés, segurando a corrente, símbolo da união do fiel a Maria, recitou a fórmula breve da consagração: “Ó minha Mãe e Senhora, sou todo vosso e tudo o que tenho Vos pertence.”





A felicidade refletida nas faces dos que se consagraram ratifica as verdades escritas por São Luís em seu Tratado, quando diz:  


“Senhor Jesus, quão amáveis são vossos tabernáculos! 
Oh! Como é feliz quem mora na casa de Maria, 
na qual fizestes, primeiro, a vossa morada!” (n.196). 

“Oh! quão feliz é quem tudo deu a Maria 
e que nela confia em tudo e por tudo. 
Ele é todo de Maria e Maria é toda dele.” (n.179)






6 de abr. de 2018

Tesouro de qualidades "lucilianas"


Dona Lucilia em Paris, 1912
Dona Lucilia - 50 anos

Os lustres de cristal e bronze
O nobre comportamento de um comerciante
deixa-nos entrever como Dona Lucilia estimulava as almas, tão-só com sua doce e elevada ação de presença, a praticar a virtude.

Um radioso e cálido sol acolheu Dona Lucilia e os filhos, na sua chegada ao porto de Santos, onde os aguardava Dr. João Paulo, em 17 de abril de 1913. Antecipara ela seu regresso, deixando na Europa Dona Gabriela e os outros familiares.

Encerrava-se assim, ao pisar em terras brasileiras, um importante capítulo de sua vida. Enquanto o trem que a conduzia a São Paulo ia subindo com lentidão a Serra do Mar, Dona Lucilia voltava a contemplar aquelas elevações recobertas de exuberante mata tropical, salpicada aqui e acolá dos vistosos e por ela tão apreciados manacás, intensamente floridos. Tais impressões se mesclavam em seu espírito com a lembrança dos esplendores e tradições do Velho Continente que acabara de deixar.

Estação da Luz, em São Paulo
Chegados à Estação da Luz, na capital paulista, lá estavam alguns domésticos para lhes dar as boas-vindas, recolher as bagagens e prestar-lhes pequenos serviços. Eram por certo os mais antigos da casa, a quem as saudades de tão longa ausência proporcionavam maior alegria pela volta daqueles que tanto respeitavam. Evidentemente os tempos eram outros. O espírito patriarcal e familiar impregnava ainda de profunda benquerença as relações entre as classes sociais, fazendo com que os reencontros entre patrões e empregados, após as separações prolongadas, se revestissem da doçura de verdadeiros acontecimentos de família.

Palacete Ribeiro dos Santos
Um curto trajeto de landau até a Alameda Barão de Limeira constituía a última etapa da longa viagem. Ao dobrar a última esquina, Dona Lucilia avistou o palacete Ribeiro dos Santos e em poucos instantes estava diante da escadaria de mármore da entrada principal. Alertados pelo rodar da carruagem, os membros mais novos da criadagem saíram à rua para receber os recém-chegados. Dona Lucilia os acolheu com palavras de bondade, que nunca lhe faltavam nos lábios, transbordantes de seu afável coração. Trocadas as primeiras saudações, subiu ela os degraus, penetrando na atmosfera recolhida e nobre do santuário familiar. Quantas lembranças não lhe vêm ao espírito nesse momento! Começa a percorrer então, com vagar, aqueles ambientes tão adequados a seus gostos: a saleta de visitas, o salão... Porém, seu olhar torna-se interrogativo ao notar, em uma e outra sala, que os lustres já não eram os mesmos, nem condiziam com o ambiente. O que teria acontecido?

Os lustres de bronze

De fato, havia sido contratado um engenheiro para fazer algumas reformas na casa, durante a viagem da família à Europa. Dona Lucilia acabava de verificar que, infelizmente, a troca dos lustres não fora das mais acertadas. Sem qualquer sobressalto ou impaciência, indagou de alguns criados o destino dos antigos lustres de bronze, até que um deles lhe contou haverem sido vendidos a um pequeno comerciante do bairro.

Após um merecido e necessário repouso, depois da longa viagem, Dona Lucilia procurou reparar o erro cometido pelo engenheiro. No entanto, após percorrer algumas das boas lojas da cidade, constatou ser impossível conseguir lustres iguais ou melhores que os anteriores. Por isso, resolveu ir falar com o comprador dos antigos.

Deparou com o modesto comerciante sentado à porta de um barracão, limpando afanosamente as belas peças de cristal e a armação de bronze dourado, que faziam o encanto daqueles objetos, já desmontados.

Ao ver aproximar-se aquela distinta senhora, ele desde logo se levantou, tirando o chapéu em sinal de respeito. Dona Lucilia o cumprimentou amavelmente e explicou o ocorrido, fazendo-lhe ver a dificuldade em que se encontrava, e manifestou o desejo de readquirir os lustres. Perguntou-lhe quanto pediria por eles, ao que o homem, apesar de sua simplicidade, gentilmente respondeu:

Dona Lucilia
pouco antes de seu casamento, 1906
- Mas, minha senhora, nada! Peço o prazer de servi-la.

Dona Lucilia não seria ela mesma se não recusasse:

- Não, isso não. O senhor aplicou dinheiro neles, gastou material de limpeza, está tomando seu tempo e tendo o trabalho de os polir. Ao comprá-los do senhor, compro-os beneficiados; é natural inclusive que eu lhe pague alguma coisa a mais.

Tendo diante de si tão nobre dama, o comerciante se sentia movido a gestos de cavalheirismo:

- É verdade, mas o prazer de servi-la me é mais valioso do que o próprio lucro. A senhora vai-me fazer o favor de ficar com os lustres.

Dona Lucilia respondeu:

- Nesse caso me desculpe, não posso ficar com eles. O senhor me deixa numa posição muito difícil, porque em São Paulo não há outros assim.

Ele continuou a insistir e nem gorjeta aceitou. Alguns dias depois, os lustres estavam de novo na casa dos Ribeiro dos Santos, perfeitos e reinstalados.

O nobre comportamento desse simples comerciante, mais próprio a figurar em páginas de histórias do Ancien Régime, deixa-nos entrever como Dona Lucilia estimulava as almas, tão-só com sua doce e elevada ação de presença, a praticar a virtude.

Extraído de: CLÁ DIAS, EP, João Scognamiglio. Dona Lucilia. Città del Vaticano: Libreria Editrice Vaticana, 2013, p.167-169. - Revista Arautos do Evangelho, Outubro/2013, n. 142, p. 24-25



3 de abr. de 2018

Celebração da Semana Santa em Fortaleza


Celebrando a Semana Santa
Nesta última semana da Quaresma,
os Arautos do Evangelho em Fortaleza celebraram dia-a-dia
os maiores mistérios operados por Jesus Cristo para nossa redenção.

QUINTA-FEIRA SANTA

A Missa de Quinta-Feira Santa, uma das mais solenes do ano litúrgico, foi celebrada pelos Revmos. Pe. David Francisco, EP e Padre Antônio Hernando, EP. Nesta solenidade se manifesta de forma sensível a majestade da Ceia do Senhor, onde também se comemora a instituição do ministério sacerdotal. 




Uma vez que não se celebra Missa na Sexta-Feira Santa, ao fim da cerimônia o Santíssimo Sacramento foi solenemente transladado para a Capela onde se encontrava o Monumento. Ali, todos puderam fazer vigílias junto a Nosso Senhor Sacramentado, com vistas a consolá-Lo durante a sua Agonia no Horto das Oliveiras.





Após a Missa foram retirados os castiçais, bem como as toalhas do altar. É a denudação do altar, a qual simboliza a denudação de Cristo antes de sua crucifixão. Aquele que é a Pureza foi despojado de suas vestes, e os impuros O escarneceram em sua pureza. E Nosso Senhor, digno de toda reverência, resistiu às chacotas dos corrompidos.




SEXTA-FEIRA SANTA

A Solenidade da Sexta-feira Santa iniciou-se às três horas da tarde com a Liturgia da Palavra. Recordou-se a Paixão e morte do Salvador. É, para a Igreja, um dia especialíssimo, portanto, de grande silêncio, oração e penitência. Não houve ofertório e nem consagração, mas realizou-se a comunhão eucarística.







Dando prosseguimento, adorou-se solenemente a Cruz, porque, tendo sido Jesus Cristo nela pregado, e tendo morrido neste dia, a santificou com o seu Sangue. A Cruz, então foi desnudada lembrando que os judeus desnudaram o Filho de Deus. Ainda durante a cerimônia da Paixão de Nosso Senhor, foi apresentada aos fieis uma relíquia do Santo Lenho, um fragmento da verdadeira Cruz que a oscularam após à adoração.




  



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SÁBADO SANTO – A VIGÍLIA PASCAL

Com todas as luzes apagadas, a cerimônia do sábado teve seu início do lado de fora quando o celebrante Pe. Antônio Hernando, EP abençoou o fogo novo, representativo da Ressurreição de Nosso Senhor e acendeu-se o Círio Pascal, onde foi levado em procissão para ser introduzido solenemente no altar.





Terminada a procissão, na qual se introduziu o Círio Pascal já bento em local apropriado, comunicaram-se suas chamas a todas as velas iluminando todo o recinto. Os fieis com a vela acesa na mão renovaram sua fé, proclamando Jesus Cristo como sendo a Luz do mundo que ressurgiu das trevas para iluminar nosso caminho.






A Celebração Eucarística foi realizada em caráter de extremo júbilo e magnificência, em forte contraste com a mágoa intensa da sexta-feira santa. O altar e os sacerdotes paramentados em grande gala se uniram ao repicar dos sinos. O aleluia que não era ouvido desde o início da quaresma, volta a ser entoado após as leituras. Essa é na realidade a missa da madrugada da Páscoa. É por assim dizer, a aurora da ressurreição.