23 de out. de 2019

À luz da verdade


ARAUTOS DO EVANGELHO DECLARAM:
“COMISSARIADO INVÁLIDO”

Redação (Sábado, 19-10-2019, Gaudium Press) Reportagem exclusiva à Gaudium Press traz  esclarecimentos sobre o comissariado dos Arautos do Evangelho, divulgado pela Santa Sé, os Arautos do Evangelho foram manchetes de algumas das mais famosas agências noticiosas do mundo e responde as calúnias.

"Nós lhes reverenciamos como bispos da Igreja de Nosso Sebnhor Jesus Cristo,
mas devemos declarar que não reconhecemos Vossa Eminência enquanto
'Comissário' da Associação Privada de Fiéis Arautos do Evangelho."

Felipe Eugenio Lecaros Concha - Presidente dos Arautos do Evangelho

Logo após a difusão da notícia sobre o comissariado dos Arautos do Evangelho divulgada pela Santa Sé, a Associação foi inserida nas manchetes de algumas das mais famosas agências noticiosas do mundo. Enquanto alguns órgãos procuravam enfocar a situação com profissionalismo, outros preferiram prestar-se - antes de comprovar a realidade dos fatos - à veiculação de versões parciais, ou até mesmo distorcidas, dos fatos de maneira a, consciente ou inconscientemente, denegrir a boa reputação da entidade.

Desejosos de encontrar a verdade no meio de todas as informações, inclusive contraditórias, que têm circulado pela internet e pelas redes sociais nos últimos dias, realizamos uma reportagem exclusiva junto às autoridades e aos membros dos Arautos do Evangelho, para apurar a sua versão dos fatos, e apresentá-la ao grande público.


* * *

Porta-voz aposta em "perseguição religiosa" com "modelo moderno"

Os Arautos lamentam que algumas agências não tenham seguido o código ético do jornalismo, pois não ouviram a versão das vítimas, dando azo a notícias distorcidas e sem fundamento factual. Segundo afirma Humberto Goedert (advogado, brasileiro, 53 anos), porta-voz da entidade, "é notório que há uma organização criminosa por trás, movida por ódios pessoais, e não interessada na verdade. Uma autêntica perseguição religiosa em pleno século XXI, disfarçada sob os véus de falsas ideologias. Tudo isso tem causado danos irreparáveis, não só para a imagem dos Arautos, mas também para a própria Igreja. É vexaminoso".

Mais ainda, Goedert explicou que o departamento de imprensa da instituição - após investigação das várias afirmações caluniosas, procurando remontar às suas fontes - encontra sempre no fim o mesmo roteiro difamatório, reajeitado e reencaixado, mudando apenas os nomes dos implicados. O porta-voz diz acreditar que a razão disto acontecer é que a verdadeira motivação não está nos fatos, mas no ódio: "Os incriminadores são sempre os mesmos, que são desafetos da instituição; eles se refugiam nas sombras da internet e procuram disfarçar seu pequeno número no anonimato", acrescentou.

Segundo o membro, esse grupinho de descontentes, porém, é como um vaso oco, como reza o ditado: só faz barulho. Goedert remete a Cristo, que também foi perseguido e condenado à pior das ignomínias, mas - observa ele, com uma ponta de ironia - Jesus passou por um juízo, embora iníquo, onde ele ao menos foi chamado pelo seu próprio nome: "Quem quereis que vos solte, Barrabás ou Jesus, que chamam de Cristo?" (Mt 27,17). Com efeito, o porta-voz deplora que nem isso foi concedido aos Arautos, pois no decreto lavrado pela Santa Sé foram tratados como "associação pública", o que não corresponde à realidade jurídica da entidade.

Goedert lamenta que tenha havido "muito atropelo e pouco diálogo" nos procedimentos dos quais a instituição é objeto desde 2017. "Sempre estivemos abertos ao diálogo, um diálogo aliás que, infelizmente, nem sempre foi recíproco. Só pedimos que seja observado o mínimo de legalidade nos procedimentos, pois até no julgamento injusto de Jesus um certo simulacro de procedimento jurídico foi observado. Mas a justiça dos escribas e fariseus é coisa do passado: até parece que o modelo moderno de julgamento eclesiástico prescinde de fatos, provas e argumentos", conclui o advogado.

Visita Apostólica positiva, mas com resultado desconhecido

Como foi já amplamente divulgado, ainda antes da comunicação oficial por meio dos Comissários, os Arautos do Evangelho foram objeto de uma Visita Apostólica, durante a qual - segundo a nota divulgada pela entidade - "nada foi encontrado contra a moral, a sã doutrina ou as leis eclesiásticas e civis".

Goedert lembra que, ao final da Visita, ainda foi entregue um volumoso dossiê de respostas a questionamentos, oriundos em parte dos mesmos murmuradores de sempre, e remete à nota de imprensa que afirma que "os Visitadores e a Santa Sé não apresentaram observações a essa resposta da Instituição".

O porta-voz comunicou à nossa reportagem o espanto e desconforto de muitos membros dos Arautos ao serem informados de que, apesar de tudo isto, fora declarado um Comissariado, baseando-se apenas em razões genéricas.

"O Comissariado é inválido", afirma Presidente

No último dia 17 de outubro, o Presidente dos Arautos do Evangelho, Felipe Eugenio Lecaros Concha (chileno, 60 anos), juntamente com o seu Conselho Geral, recebeu a visita de Dom Raymundo Damasceno Assis e Dom José Aparecido Gonçalves de Almeida, nomeados respectivamente Comissário e auxiliar para a "Associação Internacional Pública Arautos do Evangelho". A reportagem teve acesso à ata da reunião. Nela, o Presidente dirige as seguintes palavras iniciais aos prelados:

"Nós lhes reverenciamos como bispos da Igreja de nosso Senhor Jesus Cristo, e como tais ambos são objeto de nossa consideração, mas devemos declarar que não reconhecemos Vossa Eminência enquanto ‘Comissário' da Associação Privada de Fiéis Arautos do Evangelho, da qual eu sou o Presidente legitimamente eleito".

O Presidente dos Arautos do Evangelho explica que o decreto que notifica o Comissariado da Associação é simplesmente inválido pelas seguintes razões:

1) O decreto se destina a uma "Associação Pública de Fiéis", quando os Arautos do Evangelho são uma "Associação Privada de Fiéis". A diferença de natureza jurídica entre ambas as formas associativas faz com que não corresponda aos Arautos receber este decreto, assim como Fernando dos Santos não poderia responder em juízo por Antonio dos Santos, sem se configurar um erro de pessoa.

2) As associações privadas de fiéis, por sua própria natureza, não são passíveis de ser comissariadas. Com efeito, o Código de Direito Canônico prevê o Comissariado apenas para as associações públicas de fiéis (cân. 318,1).

3) Dada a impossibilidade de tal Comissariado, o Presidente e seu Conselho dão o caso por encerrado.


Segundo consta na ata em questão, o pronunciamento foi fundamentado nas leis eclesiásticas e amparado por eminentes canonistas, como Lluis Martinez Sistach, que nega a possibilidade de semelhante Comissariado.

Além disso, existe o precedente do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida que não permitiu o comissariamento da Associação Privada de Fiéis Palavra Viva, declarando que "a nomeação de um comissário (cân. 318) é indicada no direito entre as medidas previstas apenas para as associações públicas de fiéis (cân. 312-320) e, portanto, não podem ser aplicadas a uma associação privada de fiéis. Portanto, a nomeação de um comissário neste caso não é legítima".


Em Portugal, por exemplo, a lei civil incorporou esse entendimento ao permitir vigilância das autoridades competentes, mas não o Comissariado.

O Presidente então concluiu a respeito: "Trata-se, portanto, de um decreto nulo. Não é uma questão de querer aceitá-lo ou não; na realidade, ele sequer está destinado para nós".

"Nem há lugar para recurso", diz canonista


O canonista que assessorou o Presidente dos Arautos durante a reunião, Prof. Dr. José Manoel Jiménez (professor, espanhol, 67 anos), explicou que a Associação sequer tem a capacidade de recorrer do decreto, pois se trata de um documento simplesmente não-existente (ou infectus, na linguagem canônica).

O Prof. Dr. Jiménez ainda argumentou que tampouco foi seguido o cân. 50, que prevê a obrigação de ouvir a parte lesada antes de se proceder à emissão de um decreto.


Ainda sobre o fato do documento confundir a entidade privada com uma associação pública, o canonista espanhol diz ter ficado atônito: "Isto é inexplicável. Foi um erro, ou fizeram isto de propósito? Se foi um erro, é algo que sinceramente não se pode admitir na Cúria Romana. Agora, se foi feito de propósito, o que pretendem com isso?"

Dom Raymundo Damasceno e Dom José Aparecido concordaram a respeito do fato de ser esta questão relevante e que por isso será levada por eles à Santa Sé. Além disso, reiteraram não estar em posse de nenhuma outra informação, além das generalidades que constam no Decreto, no tocante às problemáticas e carências a serem supridas pela entidade.

Afirmaram, ademais, não terem tido acesso nem ao relatório dos Visitadores, nem ao dossiê de respostas proporcionado pelos Arautos. Segundo Goedert, as autoridades dos Arautos se encontram perplexas diante desses fatos, por não terem como explicar a seus simpatizantes tantas singularidades no processo.

As duas Sociedades são um caso à parte

A reportagem procurou também os representantes das duas outras entidades que são objeto, junto com os Arautos do Evangelho, do decreto de Comissariamento emitido pela Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica.

Por um lado, a Sociedade Clerical de Vida Apostólica Virgo Flos Carmeli reúne os clérigos que comungam do mesmo carisma dos Arautos do Evangelho, aplicado às especificidades do ministério sacerdotal. Da mesma forma que a Sociedade Regina Virginum o é à vida apostólica feminina.


O Pe. Jorge María Storni (argentino, 77 anos), Superior Geral de Virgo Flos Carmeli, e a Ir. Anina Morazzani (venezuelana, 51 anos), Superiora Geral de Regina Virginum, nos remeteram aos comunicados oficiais onde as respectivas entidades se pronunciaram a respeito do Comissariado.

Neles se lê que "o referido decreto é ilegal por contradizer expressas normas do Direito Canônico, além de conter graves irregularidades", entre as quais mencionam: o não estar motivado em graves razões explícitas; o não terem sido ouvidas as diretorias das entidades a respeito do resultado da Visita e dos motivos do decreto, antes do Comissariamento; e o conter erros materiais graves, como a confusão nas formas associativas, ou afirmar que Virgo Flos Carmeli e Regina Virginum formam parte de Arautos do Evangelho, quando são instituições autônomas.

Nos comunicados também há queixas de falta de transparência na manipulação das informações por parte da Santa Sé, divulgando à imprensa dados que foram mantidos ocultos às próprias entidades interessadas.

Embora reconheçam que, pelo direito vigente, elas possam ser objeto de um Comissariado, pois são entidades públicas da Igreja, as Sociedades pedem que sejam respeitados seus direitos que consideram terem sido lesados no processo em curso e, sobretudo, que sejam esclarecidas as razões concretas graves que o tenham motivado.

Outros questionamentos

Segundo outros membros dos Arautos do Evangelho, contatados por nossa reportagem, muitos enigmas ainda estão sem solução em relação a este e outros Comissariados.

Elizabeth Titonelli (brasileira, 58 anos) se indigna: "Como explicar que se procure violar a lei, comissariando ilegalmente os Arautos, quando tantas outras coisas na Igreja parecem ser simplesmente intocáveis, mesmo diante de tantos abusos de ordem doutrinária, moral e disciplinar?"


Guillermo Asurmendi (argentino, 60 anos), por sua vez, censura o recente comportamento de pessoas de grande visibilidade na Igreja, que ele qualifica de "barbaridades", e que entretanto nunca foram punidos; e conclui: "Chama a atenção esta falta de equidade, a gente fica até sem saber o que pensar. Parece indicar que existem, além de dois pesos e duas medidas, intenções inconfessadas. O único que queremos é que sejam observados os nossos direitos, que haja ao menos um pouco de proporcionalidade e respeito da justiça para o bem de todos, inclusive para a credibilidade das instâncias eclesiásticas".

Elizabete Astorino (casada, brasileira, 61 anos) também disse estranhar a confusão do decreto quanto à competência dos dicastérios do Vaticano. Ela recorda ser contra a própria natureza das associações laicais que leigos - sem votos, com frequência casados e exercendo profissões seculares - sejam tratados como religiosos: "Por que insistir em colocar-nos sob a tutela da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica? Não tem o menor sentido!" Além de demonstrar estupefação por haver tantas incoerências e improcedências, Elizabete diz que outros casais também se perguntam como ficariam suas famílias se, por absurdo, elas fossem todas comissariadas: "Em tom de brincadeira, eu perguntei ao meu marido se da próxima vez que quisermos trocar de carro vamos precisar do OK do Comissário. Mas meu marido nem ligou; ele riu, e deu de ombros", disse.

Dr. Jiménez garante que tampouco foram seguidas as praxes prévias ao Comissariado. Segundo Goedert, indícios apontam que os Arautos já tinham sido prejulgados com finalidade destrutiva, e que existem dados segundo os quais já desde 2014 se procurava apenas um pretexto para promover uma Visita Apostólica destinada a desembocar necessariamente, seja qual fosse o resultado, num Comissariado. O porta-voz acredita que o vazamento ilegal de alguns vídeos, há alguns anos, cujo conteúdo teria sido manipulado fora de contexto, foi instrumentalizado para este fim.

Procurado pela nossa reportagem, o Presidente dos Arautos, Felipe Lecaros, mencionou existirem relatos recentes de alguns Arautos que apontam para a animosidade de certo purpurado em relação à Associação.

Segundo estes membros, isso já ocorre desde longa data, colocando em xeque a boa fé, imparcialidade e a reta intenção, seja da Visita, seja do Comissariado, e afirmam encontrar as impressões digitais desse prelado na campanha difamatória promovida contra a Instituição, a qual se teria iniciado no período e na cidade onde ele se encontrava. Lecaros, contudo, não quis dar mais detalhes a respeito; disse apenas que esta matéria ainda se encontra em investigação, e que a entidade se reserva o direito de promover qualquer ação legal destinada a defender a sua boa fama, diante dos fiéis e da sociedade.


Outra fonte, que pediu para permanecer no anonimato, diz estar assustada com o crescente descontentamento que está constatando, não apenas entre os Arautos, mas também no público em geral, a respeito dos atropelos de que os Arautos têm sido objeto. "Eles realmente têm muita paciência, viu?", exclama. "Até demais, ao menos por enquanto. Mas nós estamos nos organizando; se eles não se defenderem, nós o faremos", afirma. Ela se diz inconformada com a atitude que as autoridades da Igreja estão tomando, e pergunta: "Afinal, o que pretendem com isto?" E conclui: "Isto não é bom para a Igreja, logo agora..."
Arautos se perguntam: "qual é o problema?"


Felipe Lecaros lamenta a falta de diálogo nas medidas que estão sendo tomadas contra uma entidade que sempre se caracterizou pela comunhão eclesial: "Fazemos o possível para manter um bom entendimento em todas as dioceses onde trabalhamos, e disto são prova as milhares de cartas de apoio, felicitação e gratidão que temos recebido de párocos, bispos e até cardeais, louvando nosso apostolado". Ele explicou que muitas iniciativas atuais dos Arautos, como a Revista e o Fundo Misericórdia, foram inclusive sugestões de prelados, acatadas pela Instituição.

Assim, insiste ele, sabemos que as oposições vêm de uma minoria organizada, e se pergunta o porquê desta constante não transparência por parte da autoridade eclesiástica a propósito de eventuais queixas alegadas contra uma instituição de comportamento exemplar?


Quanto aos motivos atualmente alegados, Lecaros questiona: "O governo e a vida dos membros é regida pelos nossos Estatutos, aprovados aliás pela Santa Sé; a qualidade da formação dos Arautos é algo universalmente reconhecido, e assim poderíamos prosseguir com as demais alegações; então, qual é o problema?".

Goedert confirma que esta situação "nos leva a nos perguntarmos o que realmente temos de problemático". Contudo, ele prefere não se arriscar a responder: "Por enquanto, só temos algumas hipóteses, sobre as quais ainda não chegou o momento de nos pronunciarmos", acrescentou.



15 de out. de 2019

Consagração a Nossa Senhora


Filhos e escravos de Nossa Senhora
O desejo ardoroso do Reino de Maria deve caracterizar 
o católico verdadeiramente fervoroso de nossos dias.
E este reino já deve começar em nós.


Pe. Eduardo Zacarias, EP e os novos consagrados homenagearam a Padroeira do Brasil

A sede dos Arautos do Evangelho em Fortaleza comemorou neste último sábado, dia 12 de outubro, a Festa de Nossa Senhora Aparecida, Rainha e Padroeira do Brasil. Na homenagem à Mãe de Deus, durante a Santa Missa celebrada pelo Pe. Eduardo Zacarias, EP foi realizada a cerimônia de Consagração a Jesus Cristo, pelas mãos de Maria Santíssima. 

A solene consagração foi antecedida pela adoração
e bênção do Santíssimo Sacramento
























Para marcar tão importante data, os novos consagrados com seus respectivos padrinhos, familiares e amigos lotaram a Casa São José e se confraternizaram ao final da cerimônia com fotografias e participando de um alegre e abençoado lanche. 

                    

                            















2 de out. de 2019

Imaculado Coração de Maria - Síntese das invocações a Maria


Imaculado 
Coração de Maria
A invocação que resume todos
os privilégios e predicados 
aplicados a Nossa Senhora

Ao longo dos séculos os fiéis devotos da Santíssima Virgem Maria não pouparam títulos para louvar e exaltar; honrar, amar e servir a Mãe de Deus. Entre estes fervorosos devotos se encontram inúmeros santos e pecadores arrependidos que a invocaram em suas necessidades e dificuldades como também em suas alegrias e favorecimentos.

Em nossas preces estão contidas tudo o que devemos pedir e tudo o que podemos esperar. Portanto, a Rainha do Céu e da Terra, dos Anjos e dos Homens se coloca ao alcance das mãos suplicantes que se juntam e dos joelhos humildes que se dobram, confiantes em sua extremosa misericórdia. 

 Imaculado Coração de Maria
Coração de Mãe

Entre as tantas formas de dirigir-se a única e mesma Maria, aquela que se encontra nos lábios de todos os cristãos é sem dúvida o de Mãe. Aquela que guardava em seu imaculado coração as palavras e episódios ocorridos em torno de seu Filho. Diz São Lucas no Evangelho: “E sua mãe conservava todas estas coisas em seu coração”.(Lc 2,51)

Neste Coração honramos seus afetos, virtudes, méritos, sua constante fortaleza, sua exímia e inigualável santidade. Sobretudo, seu amor ardentíssimo a Deus e a seu Filho Jesus, e sua bondade maternal para com os homens redimidos pelo sangue divino.

Diante desta constelação de predicados aplicados a Nossa Senhora, uma invocação resume todos os seus privilégios abarcando todo o conjunto destas pedras preciosíssimas, suas numerosas e excelsas qualidades: Imaculado Coração de Maria.

Imaculado Coração de Maria
Devoção desejada por Deus

Quando Nossa Senhora desceu do Céu à Terra, dirigindo-se à humanidade através dos pastorzinhos de Fátima, proclamou: “Deus quer estabelecer no mundo a devoção ao meu Imaculado Coração. A quem a abraçar, prometo a salvação; serão queridas de Deus estas almas, como flores postas por Mim a adornar o seu trono”. 

  






28 de set. de 2019

Inimicitias ponam


Perseguições cruéis e terríveis emboscadas
A devoção à Santíssima Virgem será especialmente necessária
nesses últimos tempos. Maria Santíssima animará e sustentará
os valentes soldados e fiéis de Jesus Cristo
que pugnarão por seus interesses.
Por fim, o Seu Imaculado Coração triunfará!

Maria deve ser, enfim, terrível para o demônio e seus sequazes
como um exército em ordem de batalha.
São Luís Maria Grignion de Montfort

A partir do tópico 43 do Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem, São Luís Montfort realça a necessidade especialíssima da devoção a Nossa Senhora àqueles chamados a uma perfeição particular.

Nesses últimos tempos, Maria deve brilhar, como jamais brilhou, em misericórdia, em força e graça. Em misericórdia para reconduzir e receber amorosamente os pobres pecadores e desviados que se converterão e voltarão ao seio da Igreja Católica; em força contra os inimigos de Deus, os idólatras, cismáticos, maometanos, judeus e ímpios empedernidos, que se revoltarão terrivelmente para seduzir e fazer cair, com promessas e ameaças, todos os que lhes forem contrários. Deve, enfim, resplandecer em graça, para animar e sustentar os valentes soldados e fiéis de Jesus Cristo que pugnarão por seus interesses.

A vocação dos humildes servos de Maria é ser o calcanhar da Virgem,
que esmagarão a cabeça do demônio e promoverão o triunfo de Jesus Cristo.
Nossa Senhora de Lepanto

Maria deve ser, enfim, terrível para o demônio e seus sequazes como um exército em linha de batalha, principalmente nesses últimos tempos, pois o demônio, sabendo bem que pouco tempo lhe resta para perder as almas, redobra cada dia seus esforços e ataques. Suscitará, em breve, perseguições cruéis e terríveis emboscadas aos servidores fiéis e aos verdadeiros filhos de Maria, que mais trabalho lhe dão para vencer.

21 de set. de 2019

Fidelidade à Consagração a Maria



Exercícios Espirituais. 
Necessários à Consagração a Nossa Senhora.
Se bem que o essencial desta devoção consista no interior, 
ela conta também com práticas exteriores que é preciso não negligenciar.

Pe. Inácio Almeida, EP conduz reunião de preparação à Consagração a Nossa Senhora
na casa São José, sede dos Arautos do Evangelho, em Fortaleza.

Por meio da maternal intercessão de Nossa Senhora junto a Seu divino filho, muitos católicos buscam conhecer, realizar e renovar – anualmente – sua Consagração a Jesus Cristo pelas mãos de Maria, conforme o método de S. Luís Maria Grignion de Montfort, expresso na obra “Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem”. Antes, porém, à Consagração ou renovação o Santo propõe que se façam exercícios espirituais de preparação para esta ocasião tão solene.

Em que consistem as orações que devem preceder à Consagração?

A partir do tópico 226 do Tratado, São Luís reforça a importância de tratar com seriedade algumas práticas exteriores:

“226. Se bem que o essencial desta devoção consista no interior, ela conta também práticas exteriores que é preciso não negligenciar; tanto porque as práticas exteriores bem feitas ajudam às interiores, como porque relembram ao homem, que se conduz sempre pelos sentidos, o que fez ou deve fazer; também porque são próprias para edificar o próximo que as vê, o que já não acontece com as práticas puramente interiores.

A partir do n. 227 São Luís explica com muita propriedade quais os propósitos dessas práticas exteriores: São 33 dias de preparação, consistindo em 12 dias preliminares, seguidos por três semanas. Nas reuniões preparatórias à Consagração, esses exercícios espirituais são detalhados, ocasião em que se fornece material para orientar as meditações. Daí, a importância de realizar estes exercícios com fidelidade para bem fazer a Consagração a Virgem Santíssima.

Uma vez bem realizadas, as práticas exteriores
 ajudam às interiores
 edificando o próximo que as vê.


Ao longo de sua obra, São Luís trata dos milagres que a Virgem Santíssima realiza em favor daqueles e daquelas que a servem da mais bela maneira.

Alguns exemplos:

Tópico 55 – Deus quer, finalmente, que sua Mãe Santíssima seja agora mais conhecida, mais amada, mais honrada, como jamais o foi. E isto acontecerá, sem dúvida, se os predestinados puserem em uso, com o auxílio do Espírito Santo, a prática interior e perfeita que lhes indico a seguir. E, se a observarem com fidelidade, verão, então, claramente, quanto lho permite a fé, esta bela estrela-do-mar, e chegarão a bom porto, tendo vencido as tempestades e os piratas.

Tópico 89 – É difícil perseverar na justiça por causa da corrupção do mundo. O mundo está, atualmente, tão corrompido, que é quase necessário que os corações religiosos sejam manchados, se não pela lama, ao menos pela poeira dessa corrupção; de modo que se pode considerar um milagre o fato de uma pessoa manter-se firme no meio dessa tormenta impetuosa sem que o turbilhão a arraste, no meio desse mar tempestuoso sem que o furor das ondas a submerja ou a pilhem os piratas e corsários; no meio desse ar empestado sem que os miasmas a contaminem. É a Virgem, a única fiel, na qual a serpente não teve parte jamais, que faz este milagre em favor daqueles e daquelas que a servem da mais bela maneira.

Tópico 119 – O essencial desta devoção consiste no interior que ela deve formar, e, por este motivo não será compreendido igualmente por todo o mundo. Alguns hão de deter-se no que ela tem de exterior, e não passarão avante, e estes serão o maior número; outros, em número reduzido, entrarão em seu interior, mas subirão apenas um degrau. Quem alcançará o segundo? Quem se elevará ao terceiro? Quem, finalmente, se identificará nesta devoção? Aquele somente a quem o Espírito de Jesus Criador revelar este segredo. Ele mesmo conduzirá a este estado a alma fiel, fazendo-a progredir de virtude em virtude, de graça em graça e de luz em luz, para que ela chegue a transformar-se em Jesus Cristo, e atinja a plenitude de sua idade sobre a terra e de sua glória no céu.

Tópico 151 – Esta devoção fielmente praticada é um excelente meio para fazer com que o valor de todas as nossas boas obras contribua para a maior glória de Deus.

Tópico 169 – Esta prática de devoção dá, às pessoas que praticam fielmente, uma grande liberdade interior, que é a liberdade dos filhos de Deus.

Um ditado de camponeses bretões sobre 
a bondade de Nossa Senhora:
 "pour un oeuf Elle donne un boeuf" -
 por um ovo Ela nos dá um boi.  
Tópico 172 – O pouco que damos pela Santíssima Virgem, sem vontade própria, e por uma desinteressada caridade torna-se em verdade, bem mais potente para abrandar a cólera de Deus e atrair sua misericórdia; e há de verificar-se à hora da morte que uma pessoa fiel a esta prática terá, por este meio, libertado inúmeras almas do purgatório e convertido muitos pecadores, conquanto sé tenha feito as ações comuns e ordinárias do seu estado. Que alegria haverá em seu julgamento! Que glória na eternidade!

Tópico 173 – Finalmente, o motivo mais poderoso, que, de certo modo, nos induz a esta devoção à Santíssima Virgem, é constituir um meio admirável para perseverar na virtude e ser fiel.

Tópico 175 – Foi a Ela que os santos mais se agarraram, e prenderam os outros, com o fito de perseverar na virtude. Felizes, mil vezes felizes os cristãos que agora se apegam fiel e inteiramente a Ela, como a uma âncora firme.

Tópico 176 – Antes passarão o céu e a terra do que Ela ser negligente e infiel para com aqueles que dEla se fiam.

Tópico 181 – E por um ovo, diz um santo homem, Ela dá um boi, isto é, por pouco que lhe demos Ela dá mais do que recebeu de Deus; e por conseguinte, se uma alma se lhe entrega sem reserva, Ela se dá a esta alma também sem reserva, se nela depositamos toda a nossa confiança, trabalhando de nosso lado em adquirir as virtudes e domar as paixões.

Tópico 201 – Eis, em seguida, os caridosos deveres que a Santíssima Virgem cumpre, como a melhor das mães, para com seus fiéis servos, que a Ela se deram como indiquei e conforme a figura de Jacó. Ela os ama; Ela os mantém; Ela os conduz; Ela os defende e protege; Ela intercede por eles.

30 de ago. de 2019

VIII Romaria do Apostolado do Oratório a Canindé (CE)



“Com fé, esperança e amor”
Banda instrumental da força jovem dos Arautos do Evangelho
 engrandece a VIII Romaria do Apostolado do Oratório

Procissão com a imagem da Virgem de Fátima ligando a Igreja de Nossa Senhora das Dores à Basílica de São Francisco das Chagas abriu a programação da VIII Romaria Anual dos Arautos do Evangelho a Canindé (CE) no último domingo, 25 de agosto.



À frente do longo cortejo, a banda instrumental dos membros do Projeto Futuro e Vida dos Arautos de Fortaleza. Tocando hinos em honra a Jesus e Maria os pequenos músicos encantavam os participantes. Pessoas nas calçadas fotografavam aquele admirável e memorável acontecimento. Outros paravam seus carros, desciam e observavam aquele desfile em honra a Nossa Senhora.
















Na Basílica, esperava pelos visitantes Frei Marconi Lins, ofm, Reitor do Santuário de São Francisco das Chagas, para dar acolhida aos romeiros com suas calorosas palavras de boas-vindas. O religioso franciscano coroou a imagem peregrina de Maria Santíssima e ofertou uma lembrança do Santuário ao sacerdote arauto Pe. Célio Casale, EP. Assim, neste ambiente de tantas graças, se formou à entrada da Basílica o cortejo que deu início à Santa Missa.






















Os romeiros almoçaram, descansaram, conversaram e se descontraíram no Centro de Treinamento Franciscano até se dirigirem ao Mosteiro do Santíssimo Sacramento, das Irmãs Clarissas, onde foi celebrada Missa pelo Pe. Eduardo Zacarias, EP.


















Maravilhados, os romeiros do Apostolado do Oratório de Barbalha (CE) que percorreram mais de 450 km até Canindé já pensavam na Romaria de 2020.


Bem dispostos, chegavam todos os romeiros ao alto do Morro do Moinho, aos pés da Estátua de São Francisco com grande contentamento por tantas graças recebidas ao longo do dia. Ali, cheios de Deus se despediram, retornando a suas casas, os participantes da VIII Romaria dos Arautos a Canindé.