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1 de jun. de 2016

Horários de confissões e missas entre os dias 03 e 11 de junho

A comunidade dos Arautos do Evangelho em Fortaleza recebe a visita do Revmo. Pe. Caio Newton, EP, entre os dias 02 e 11 de junho. 

Na ocasião, Pe. Caio Newton realizará conferências sobre a História da Igreja. Além dos encontros, haverá atendimento de confissões e oração de cura e libertação.

Os horários de atendimento de confissões e oração de cura e libertação serão das 10h00 às 12h00, e das 15h30 às 18h30, de segunda a sexta-feira. Já ao sábado e domingo, as confissões serão somente pela manhã. 

Confira a seguir os horários das santas missas e conferências:  

Dia 03/06 - Sexta-feira

19h00 - Santa Missa

20h00 - Palestra sobre a História da Igreja (Pe. Caio Newton)

Dia 04/06 - Sábado

17h00 - Santa Missa e coroação de Nossa Senhora na Paróquia São Vicente de Paula (Primeiro Sábado do mês)
19h30 - Palestra sobre a História da Igreja (Pe. Caio Newton)

Dia 05/06 - Domingo (confissões pela manhã)


15h30 - Palestra sobre a História da Igreja (Pe. Caio Newton)
17h00 - Santa Missa
18h30 - Palestra sobre a História da Igreja (Pe. Caio Newton)

Dia 06/06 - Segunda-feira

19h00 - Santa Missa
20h00 - Palestra sobre a História da Igreja (Pe. Caio Newton)

Dia 07/06 - Terça-feira

19h00 - Santa Missa
20h00 - Palestra sobre a História da Igreja (Pe. Caio Newton)

Dia 08/06 - Quarta-feira

19h00 - Santa Missa
20h00 - Palestra sobre a História da Igreja (Pe. Caio Newton)

Dia 09/06 - Quinta-feira

19h00 - Santa Missa
20h00 - Palestra sobre a História da Igreja (Pe. Caio Newton)

Dia 10/06 - Sexta-feira

19h00 - Santa Missa
20h00 - Palestra sobre a História da Igreja (Pe. Caio Newton)

Dia 11/06 - Sábado

14h30 - Santa Missa dos Jovens
15h30 - Palestra sobre a História da Igreja (Pe. Caio Newton)
20h00 - Finalização da palestra sobre a História da Igreja (Pe. Caio Newton)

O Revmo. Pe. Caio Newton, EP, é pároco da Paróquia Nossa Senhora das Graças. Saiba mais em: http://www.arautos.org/view/showEspecial/9940-paroquia-nossa-senhora-das-gracas


ATENÇÃO: A partir de junho, as missas aos domingos serão às 17h00.

14 de mai. de 2016

RELIGIÃO E CIÊNCIA: CONFRONTO OU HARMONIA?

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Em geral, a criança imagina que o mundo se resume à sua cidade; compreende depois ser ele um tanto mais vasto, ao adquirir as noções de país, de continente e de globo terrestre. Mais tarde, terá ideia das galáxias e do universo sideral. A cada estágio de maior conhecimento, se conscientizará de que há mais campo a ser explorado, até um limite desconhecido para ela.
Esse fenômeno observado na natureza material é mero reflexo de algo muito mais amplo, existente nos âmbitos intelectual e espiritual.
Um autêntico estudioso jamais julgará saber tudo. A cada questão resolvida, verá surgirem dezenas de outras, numa sucessão ilimitada. Os cientistas estão conscientes de não conhecer senão uma mínima parte do universo material, o que pode pretender o homem a respeito do conhecimento de Deus, Ser eterno, infinito, onipresente, onipotente? Aí, sim, constata ele que quanto mais descobre, mais há por descobrir. Compreende sua contingência e a impossibilidade de conhecer totalmente a Criação e, mais ainda, o Criador.
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Essas considerações vêm muito a propósito se considerarmos as frases de alguns conhecidos cientistas: Paulo Eduardo Roque Cardoso
Newton (1643- 1727) fundador da física teórica:
“O que sabemos é uma gota, o que ignoramos um imenso oceano. A admirável disposição e harmonia do universo, não pôde senão sair do plano de um Ser omnisciente e omnipotente”.
Ampere (1775- 1836), descobriu a lei fundamental da corrente eléctrica: 
“Como Deus é grande, e a nossa ciência uma insignificancia!”
Darwin (1809- 1882), Teoria da evolução:
“Jamais neguei a existência de Deus. O argumento máximo da existência de Deus parece-me vir da impossibilidade de demonstrar e compreender que o universo imenso, sublime sobre toda medida, e o homem tenham sido frutos do acaso”.
Medalha do Prêmio Nobel
Medalha do Prêmio Nobel
Einstein (1879- 1955), fundador da física moderna e Prêmio Nobel 1921):
“Todo aquele que está seriamente comprometido com o cultivo da ciência, chega a convencer-se de que em todas as  leis do universo está manifiesto um espírito infinitamente superior ao homem, e diante do qual, nós com os nossos poderes devemos sentir-nos humildes”.
Hathaway, pai do cérebro electrônico.
“A moderna física ensina-me que a natureza não é capaz de ordenar-se a si mesma. O universo supõe uma ordem imensa. Por isso, requer uma grande ‘Causa Primeira’, que [é imutável,] não está submetida à segunda lei da transformação da energia e que, por isso mesmo, é Sobrenatural”.
Ilustrações: Arautos do Evangelho, pixabay, freeimages.

4 de abr. de 2016

A Igreja e o universo da pesquisa cientifica

Refletir, questionar, pesquisar… eis os predicados próprios à natureza humana. Dotado de razão, o homem quando bem constituído em suas faculdades, se lança na busca do conhecimento. Movidos por este nobre anseio, pesquisadores fundaram associações e instituições de estudo e pesquisa nas mais diversas áreas do conhecimento. Surgem as academias científicas!
Saberia o caro leitor dizer qual a mais antiga academia científica do mundo? Outra pergunta: qual o espírito que norteou suas indagações e investigações? Apenas damos uma pista para sua resposta: ainda hoje esta academia existe e conta com prestígio e respeitabilidade internacional.
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Fachada da Pontifícia Academia de Ciências do Vaticano
Se porventura o nosso bom leitor não tiver encontrado a reposta, poderá neste curto artigo descobrir a interessante narração da “mais antiga academia científica do mundo” e conhecer sua gênese e a mentalidade que a inspirou e a norteia. Os dados históricos aqui registrados se encontram na Revista Arautos do Evangelho, em seu n° 171 (março de 2016). ¹

A Academia dos Linces – a primeira academia científica do mundo

Com efeito, conta-nos a história que “em 1603, o jovem príncipe Federico Cesi fundou em Roma junto com três amigos a Accademia Lincea – Academia dos Linces. O nome foi adotado por possuir este felino uma vista muito aguçada, atributo reputado necessário para penetrar nos segredos da natureza”. Paulo Eduardo Roque Cardoso
Continua a narração: “Nascia assim a primeira academia científica do mundo, cujos objetivos, porém, transcendem o mero estudo científico, pois seus membros, de acordo com os estatutos, visavam melhor conhecer os elementos da natureza levando uma vida de honestidade e piedade. Declarava-se também neles que os trabalhos de pesquisa deviam ser precedidos de oração, em concreto do Ofício litúrgico da Beata Virgem Maria e do Saltério”.
Eis aqui um dado muito significativo: os fundadores da primeira academia científica não vêem uma contradição entre a piedade, a probidade moral e o estudo científico. Pelo contrário, encontram no sobrenatural, no recurso à oração e na devoção à Maria Santíssima, o fator benfazejo para o bom sucesso dos trabalhos acadêmicos. Vemos neste procedimento a harmonia entre a oração e o estudo acadêmico, entre a fé e a ciência.
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Pátio Academia

A harmonia entre as ciências e as leis morais

A propósito desta harmonia, o Catecismo da Igreja Católica ensina: “[…] se a pesquisa metódica, em todas as ciências, proceder de maneira verdadeiramente científica, segundo as leis morais, na realidade nunca será oposta à fé: tanto as realidades profanas quanto as da fé originam-se do mesmo Deus”. E conclui o Magistério da Igreja: “Mais ainda: quem tenta perscrutar com humildade e perseverança os segredos das coisas, ainda que disso não tome consciência, é como que conduzido pela mão de Deus, que sustenta todas as coisas, fazendo com que elas sejam o que são”. ² Ou seja, aquele que se conduz conforme a lei de Deus em sua pesquisa, será por Ele auxiliado.
Voltemos a nossa história: “[…] sob os auspícios do Papa Clemente VIII, a instituição se expandiu e adquiriu fama, servindo de modelo para instituições similares, como aRoyal Society, fundada em 1662 em Londres, e a Académie des Sciences, erigida em Paris no ano 1666”.

Academia Pontifícia das Ciências

Com a morte de seu fundador, Frederico Cesi, a academia teve suas atividades diminuídas. Até que, com o apoio do Papa Pio IX, em 1847, a instituição reviveu e, posteriormente, em 1936, o Papa Pio XI deu-lhe um novo título, passando a ser chamada – e conhecida mundialmente – Academia Pontifícia das Ciências.
Entre os membros da Academia Pontifícia das Ciências, durante os anos de 1902 a 2007, setenta pesquisadores foram reconhecidos por sua destacada contribuição para os avanços científicos, recebendo o Prêmio Nobel.

Contribuição da Igreja para a ciência

Este reconhecimento da qualidade do trabalho científico levado a cabo por esta instituição faz pensar na contribuição da Igreja para a ciência. Daí porque o conhecido escritor, bacharelado pela Universidade de Harvard e doutorado pela Universidade de Columbia, Thomas E. Woods ter afirmado: “É relativamente simples mostrar que a grande maioria dos cientistas, como Louis Pasteur, foi católica. No entanto, muito mais revelador é o número surpreendente de figuras da Igreja, especialmente de sacerdotes, cuja obra científica foi muito extensa e significativa. A insaciável curiosidade desses homens acerca do universo criado por Deus e a sua dedicação à pesquisa científica revelam – mais do que poderia fazê-lo uma simples discussão teórica – que o relacionamento entre a Igreja e a ciência foi de amizade do que de antagonismo e desconfiança”. ³
Podemos, a partir deste registro histórico da mais antiga academia científica do mundo, e das sucintas considerações – num contexto mais amplo – do papel da mentalidade católica na pesquisa e no estudo científico, constatar o quanto a Igreja contribuiu para o conhecimento humano e o desenvolvimento da sociedade. Que esta contribuição se faça sempre mais crescente nas inúmeras atividades humanas, para o bem do próximo e para a glória de Deus.
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¹ Você Sabia… In Revista Arautos do Evangelho, Ano VX, n° 171, Março 2016, p. 25.
² Catecismo da Igreja Católica. Tópico n. 159: Fé e ciência. 11ª ed. São Paulo: Loyola, 2001, p. 53.
³ Thomas E. Woods Jr. Como a Igreja construiu a civilização ocidental. Tradução de Élcio Carillo. Revisão de Emérico da Gama. 8ª. Ed. São Paulo: Quadrante, 2013, p. 89-90.