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17 de abr. de 2017
Hino do Centenário das Aparições de Fátima
O hino do CENTENÁRIO DAS APARIÇÕES DE FÁTIMA foi escolhido após seleção realizada no âmbito do concurso nacional promovido pelo Santuário de Fátima.
LETRA DO HINO DO CENTENÁRIO DAS APARIÇÕES DE FÁTIMA
Mestra do Anúncio, Profecia do Amor
1.
Ouvindo o arauto da Mensagem,
Ó terra eleita que o Espírito lavra,
Também dizemos: oh! cheia de graça,
Sois serva e mensageira da Palavra.
Saudada por todas as gerações:
Feliz entre as mulheres, sois, Maria!
Bendito o Anjo que Vos precedeu:
Custódia, como vós, da Eucaristia.
Ave o clemens, ave o pia!
Salve Regina Rosarii Fatimae!
Ave o dulcis Virgo Maria!
2.
Os pastores e os
Marcadores:
100 anos,
arautos,
canto,
Coral,
coro,
heraldos,
imagem,
melódia e letra do hino do centenário das aparições,
Música,
orgão,
parte,
partitura,
peregrinação,
teclado,
terço
Local:
Fátima, 2495, Portugal
23 de mai. de 2016
Preparação para a Consagração a Maria Santíssima
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| São Luis Maria Grignon de Monfort |
Em que consistem as orações que devem preceder a
Consagração?
No capítulo VIII do Tratado, a partir do n. 219 (1)
(a página pode variar conforme a edição), São Luís trata da importância de
algumas práticas exteriores:
“226. Se bem que o essencial desta devoção consista
no interior, ela conta também práticas exteriores que é preciso não
negligenciar; tanto porque as práticas exteriores bem feitas ajudam as
interiores, como porque relembram ao homem, que se conduz sempre pelos
sentidos, o que fez ou deve fazer; também porque são próprias para edificar o
próximo que as vê, o que já não acontece com as práticas puramente interiores.
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| São Gregório Magno - papa |
A partir do n. 227 São Luís explica com muita
propriedade quais os propósitos dessas práticas exteriores: São 33 dias
de preparação, consistindo em 12 dias preliminares, seguidos por três
semanas. Nas reuniões preparatórias à Consagração, esses exercícios espirituais
são detalhados, ocasião em que se fornece material para orientar as meditações.
No sentido de disponibilizar aos que farão ou
renovarão a Consagração um resumo dos exercícios, apresentamos abaixo o esquema de datas e
orações.
Em caso de dúvida, sempre podem nos contatar (link
para e-mail de contato) ou buscar esclarecimentos nas respectivas reuniões com
os formadores.
(As datas específicas para início dos exercícios
variam conforme o calendário da Consagração. Em geral, os exercícios devem
começar sempre com 33 dias de antecedência à Consagração).
Doze Dias preliminares:
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| Nossa Senhora esmaga a serpente infernal sobre o globo terrestre |
Orações: “Vem, ó
Criador Espírito” e “Ave do Mar Estrela”. – a partir da p. 259 (3)
Período: A
definir, iniciando-se estas orações sempre 33 dias antes da data prevista para
a Consagração.
Primeira Semana:
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| São Pedro chora junto a Nossa Senhora |
Tema da meditação: “Durante a primeira semana aplicarão todas as suas orações e atos de piedade para pedir o conhecimento de si mesmo e a contrição por seus pecados”. (4)
Orações: Ladainha
do Espírito Santo e Ladainha de Nossa Senhora. A partir da pág. 264.
Período: Inicia-se imediatamente após os 12 dias
preliminares.
Tema da meditação: “Durante a segunda semana, aplicar-se-ão em todas as suas orações e
obras cotidianas, em conhecer a Santíssima Virgem”. (5)
Orações: Ladainha
do Espírito Santo; Ave, do Mar Estrela e um rosário ou ao menos um terço.
Período: Na
sequência da primeira semana.
Terceira Semana:
Orações: Ladainha
do Espírito Santo; Ave, do Mar Estrela; Oração de Santo Agostinho (p.71 do
Tratado); Ladainha do Santíssimo Nome de Jesus; Ladainha do Sagrado Coração de
Jesus. (a partir da pág.273)
Período: Na sequência da segunda semana, deve
terminar na véspera do dia da Consagração.
Para fazermos bem este ato solene de entrega,
devemos fazer a preparação espiritual. Assim, S. Luís nos introduz
no gosto pela oração; tal qual o curso de um rio que depois percorrer muitos
caminhos deságua finalmente no mar; assim também nós, após nosso “curso”,
imploramos a graça de Deus para, finalmente, desaguar nas águas ternas e
abundantes da verdadeira devoção à Nossa Senhora. Nas palavras do Santo, “Deus
Pai ajuntou todas as águas e denominou-as mar; reuniu todas as suas graças e
chamou-as Maria”. (7)
(1) São Luís Maria G. de Montfort. Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem. 43ª. Ed. Petrópolis: Vozes, 2013.
(2) Idem, ibidem.
(3) Ed. 43ª. O número da página pode variar
conforme a edição do Tratado.
(4) Idem, p.221
(5) Idem, p. 222
(6) Idem, p. 223.
(7) Idem, p. 32.
20 de mai. de 2016
Primeiras imagens de N. Senhora de Fátima, entalhadas, segundo as descrições da Ir. Lúcia
TEXTO: Manuel Pires Bastos - Jornal JOÃO SEMANA
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| A 1.ª imagem que se fez de Nossa Senhora de Fátima (1920) |
A 1.ª imagem de N.ª Sr.ª da Fátima (da Capelinha das Aparições) data de 1920, e é da autoria de José Ferreira Thedim, que a retocou em 1951. Há uma 2.ª imagem (da Virgem Peregrina), do mesmo autor, que data de 1947. Destas imagens se trata mais desenvolvidamente em "O Culto de Fátima no Concelho de Ovar", na revista "Dunas – Temas e Perspectivas", da Câmara Municipal de Ovar.
Sobre estes temas, e em especial sobre a imagem do Coração Imaculado de Maria, Ovar tem uma importante palavra a dizer. Tão importante quanto capaz de esclarecer alguns pontos ainda em aberto nesta matéria.
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A estampa/fotografia com as correcções
feitas pela Irmã Lúcia: a cruz (a indicar a
subida da mão direita), a cercadura à volta do
coração (no lugar dos espinhos) e o franzido
do vestido e do pescoço
|
Foram as religiosas da Congregação do Sagrado Coração de Maria que, em Setembro de 1942, após um retiro em Fátima, sensíveis às revelações do Coração Imaculado de Maria à vidente Lúcia “ correspondentes ao 2.º segredo de Fátima (13 de Junho e 13 de Julho de 1917, na Cova da Iria) e às revelações subsequentes (17/12/1927 em Pontevedra e 13/06/1927 em Tuy), descritas, sobretudo, na 3.ª Memória (de 31/08/1941), e querendo incrementar a devoção dos primeiros Sábados nos seus colégios “, assumiram a tarefa de investigar as particularidades iconográficas da imagem, sob a orientação de Madre Maria Chantal de Carvalhaes.
Pedindo informações à Irmã Lúcia sobre a forma como Nossa Senhora revelara o seu coração aos três pastorinhos, e após vários esboços feitos quer por religiosas, quer por um artista e por fotógrafos – estes utilizando como modelo a própria imagem da Capelinha das Aparições –, foi elaborada uma composição fotográfica que, depois de apreciada pelas autoridades religiosas (Setembro de 1943) e pela Vidente, esta corrigiu pelo seu próprio punho (tal como acontecera, anos antes, com a imagem da Capelinha), acompanhada das seguintes instruções escritas:
“A mão direita mais à altura do hombro como que reflectindo, ao mesmo tempo, para os assistentes. Do lado esquerdo, o manto caindo menos para diante. O Coração com os espinhos à volta. Nem o coração, nem as mãos, nem a imagem tinha raios, era luz, reflexo. Não tinha cordão, nem facha, mas formava sinto, com algum franzido no sinto e pescoço”.Feito novo estudo, foi este enviado à Irmã Lúcia, que sobre ele deu o seguinte parecer em 29/12/43:
“Agradeço a fetugrafia; gostei, das que tenho visto são as que mais se aproximam da realidade”. (Apreciação semelhante à da estampa aqui reproduzida em 15/04/2005).
A edição definitiva das estampas chegar-lhe-ia às mãos em Abril de 1944.A primeira imagem… está em Ovar
Entretanto, desejando colocar uma estátua do Imaculado Coração de Maria em cada um dos colégios da sua Congregação, e querendo que fosse o mais fidedigna possível em relação às indicações fornecidas pela Irmã Lúcia, Madre Chantal chamou a Lisboa o escultor José Ferreira Thedim (Neto) de S. Mamede de Coronado, que tinha executado, em 1920, a primeira imagem de N.ª Sr.ª do Rosário de Fátima (a da Capelinha das Aparições, alterada em 1951).
É neste período (1944-1945) que, com as informações disponíveis recolhidas pelas Religiosas do Coração de Maria, Thedim dá forma à primeira escultura do Imaculado Coração de Maria.
Na revista “Fátima C 50”, Ano II, n.º 23, de 13/3/1969, pág. 10 a 14, no artigo “Como surgiu a primeira Imagem do Imaculado Coração de Maria”, o então Reitor do Santuário, Mons. Antunes Borges dá a entender ser desconhecido o percurso histórico dessa imagem:
“Longa foi a expectativa, não chegando sequer a aparecer aquela primeira imagem que devia servir de modelo para todas as outras”.
Um enigma? Cremos que agora deixará de o ser!
Em 1946, ano do Tri-Centenário da Padroeira de Portugal, cujas comemorações tiveram eco em todo o país, a Paróquia de Ovar encomendou à Casa França, do Porto, a expensas de uma família vareira (família Cunha), uma imagem de Nossa Senhora de Fátima, que substituiria a antiga imagem do Coração de Maria até então existente na Igreja Matriz e titular do altar que fora dedicado, em séculos passados, ao Espírito Santo e a N.ª Sr.ª do Pilar.
Em 1946, ano do Tri-Centenário da Padroeira de Portugal, cujas comemorações tiveram eco em todo o país, a Paróquia de Ovar encomendou à Casa França, do Porto, a expensas de uma família vareira (família Cunha), uma imagem de Nossa Senhora de Fátima, que substituiria a antiga imagem do Coração de Maria até então existente na Igreja Matriz e titular do altar que fora dedicado, em séculos passados, ao Espírito Santo e a N.ª Sr.ª do Pilar.
Afirma o jornal “João Semana” da época, então dirigido por um probo historiador local (o Padre Manuel Lírio), que “a nova imagem de Nossa Senhora de Fátima, com o coração segundo a revelação feita à Irmã Lúcia das Dores”(edição de 05/05/1946) é “a primeira que em Portugal se esculturou segundo as indicações da vidente de Fátima” (edição de 25/07/1946).
Embora tendo, na base, a indicação “França esc. (escultores) Porto 1946”, essa imagem deve corresponder à executada por José Ferreira Thedim, não só pelas circunstâncias do tempo e da forma da sua concepção, mas também porque era normal as oficinas de comercialização de estatuária religiosa (como a Casa França e a Casa Estrela, do Porto), aporem o seu rótulo a obras que encomendavam a outros artífices [1]. Paulo Eduardo Roque Cardoso
Esta encomenda tê-la-á entendido o Artista como vantajosa, já que, satisfazendo o interesse da paróquia de Ovar, se ressarcia das despesas até aí havidas com o seu trabalho que, entretanto, ficara suspenso, em virtude da alteração iconográfica da imagem proposta pelas Irmãs do Coração de Maria.
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| Pintura a óleo da Irmã Henriqueta Malheiro Vilas Boas seguindo as últimas sugestões da Irmã Lúcia sobre a Aparição do Coração Imaculado de Maria (1946) |
Segundo refere o “João Semana”, essa imagem do Imaculado Coração de Maria foi solenemente coroada junto à Câmara Municipal de Ovar, em 12 de Julho de 1946, após “uma entusiástica saudação a Nossa Senhora feita pelo Pároco, Padre Crispim Gomes Leite, no seu trajecto da Capela de Santo António para a Igreja Matriz, onde ficou exposta à veneração dos fiéis. No dia 14, o Bispo do Porto D. Agostinho de Jesus e Sousa, que viera, na véspera, administrar o Crisma, presidiu a uma solene procissão eucarística, durante a qual, na varanda da Câmara Municipal, consagrou o concelho de Ovar ao Coração Eucarístico de Jesus e ao Coração Imaculado de Maria.
A segunda imagem
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| 2.ª imagem do Imaculado Coração de Maria de José Ferreira Thedim (1947/48). Carmelo de Coimbra |
Mercê de novas investigações e de novas informações da Irmã Lúcia, terá sido proposto a José Ferreira Thedim esculpir um novo modelo, de braços mais abertos, de aspecto mais sóbrio e comunicativo, na linha da figura que, em 1946, Madre Henriqueta Malheiro, também religiosa Doroteia, acabava de realizar na tela, apresentando-a como “a verdadeira imagem da aparição do Imaculado Coração de Maria, que a vidente de Fátima conservava profundamente gravada na sua viva e colorida imaginação”[2].
A nova estátua estava pronta em 1947, porque nesse ano há referências à “recente” maquete para a monumental estátua em mármore do Imaculado Coração de Maria, destinada à fachada da Basílica de Fátima e esculpida mais tarde (entre 1956 e 1958) em Itália pelo artista norte-americano Padre Thomas McGlynn, O. P. [CLIQUE NOS LINKS A AZUL]
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| O Padre Thomas McGlynn ultimando a imagem do Imaculado Coração de Maria |
Retomemos a leitura do texto de Monsenhor Antunes Borges:
“Entretanto, a Irmã Lúcia deixava as Doroteias e entrava no Carmelo de Coimbra, em Quinta-feira Santa, pelas 5 horas da manhã do dia 25 de Março de 1948. Devia ser o Carmelo de Santa Teresa que acolheria a primeira estátua do Imaculado Coração de Maria, feita à luz de todos estes longos e meticulosos estudos, acrescidos apenas de pequenos e ulteriores dados, fornecidos pela Irmã Lúcia.”
Conclusão
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| A Irmã Lúcia em 1945, na pose recriada em pintura, pela Irmã Henriqueta assinada em 1946 |
A imagem do Carmelo, mais tardia e mais elaborada, constitui a segunda versão escultórica do mesmo tema, apresentando novos pormenores figurativos entretanto aduzidos quer pela Irmã Lúcia, quer por interpostos artistas, através de esquissos, desenhos e pinturas.
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| José Ferreira Thedim |
Em Ovar. Para proveito dos amigos e devotos de Fátima, que passam a conhecer um capítulo novo do culto ao Coração Imaculado de Maria. E para espanto dos próprios vareiros que, desde há 59 anos, a veneram e amam sem saberem a sua linda história.
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Notas:[1] Cf. Sérgio de Oliveira e Sá, “Santeiros da Maia”, Maia, 2002, pág. 120.
[Sobre a autoria da 1.ª imagem leia o texto publicado em http://artigosjornaljoaosemana.blogspot.pt/2014/05/ovar-possui-primeira-imagem-do.html]
[2] “Fátima 50”, artigo citado.
Artigo publicado no quinzenário ovarense
JOÃO SEMANA (1 de Julho de 2005)
http://artigosjornaljoaosemana.blogspot.com (TEXTO N.º 148)
10 de mai. de 2016
12 de maio (5ª feira), Adoração ao Santíssimo Sacramento
Venha participar deste momento de graças e reflexão!
Início às 19h30.
Início às 19h30.
Av. Cel.
Francisco Flávio Carneiro, 190
Luciano Cavalcante
9 de mai. de 2016
13 de maio, Santa Missa em homenagem a Nossa Senhora de Fátima
No próximo dia 13 de maio (6ª feira), às 20h00, será realizada santa missa solene, na sede dos Arautos do Evangelho, em ação de graças pelo 99º ano das aparições de Nossa Senhora, em Fátima.
Local: Comunidade dos Arautos do Evangelho
Av. Cel. Francisco Flávio Carneiro, 190
Luciano Cavalcante
3 de abr. de 2016
A mais perfeita das orações
Tudo
na doutrina católica apresenta fulgores inéditos, sempre que a
consideramos com a devida atenção. Como não poderia deixar de ser, isso
se observa de maneira evidente no Pai-Nosso.
Pe. Leandro Cesar Ribeiro, EP
Percorria Jesus a Galileia, pregando o Evangelho do Reino e curando todas as doenças. Grandes multidões acorriam a Ele, pois logo se espalhara sua fama pelos países circunvizinhos. Certo dia, Ele subiu a uma montanha e pôs-Se a ensinar: Bem-aventurados os que têm um coração de pobre... Amai vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam... Sede perfeitos
, assim como vosso Pai celeste é perfeito... (cf. Mt 4, 23-25; 5, 1-48).
Mais do que a multidão que Cristo tinha diante de Si por certo, seu divino olhar considerava naquele momento também todas as almas fiéis que ao longo dos milênios prestariam ouvidos atentos às suas palavras.
Portanto, tinha Ele em vista cada um de nós quando nos ensinou a mais perfeita das orações: "Eis como deveis rezar: Pai nosso, que estais no Céu..." (Mt 6, 9). Tão consolador apelativo - Pai nosso! - só podia brotar dos lábios do Filho Unigênito de Deus. Assumindo nossa carne, Ele nos revelou que temos um Pai nos Céus.
"Resumo de todo o Evangelho"
A Oração Dominical - ou Oração do Senhor - serviu de guia para a piedade dos cristãos de todos os tempos. A respeito dela, fizeram entusiásticos comentários diversos Padres e Doutores da Igreja. Tertuliano a qualifica de "resumo de todo oEvangelho".1 Para São Cipriano, ela é um compêndio da doutrina celeste. Na mesma linha, assegura Santo Agostinho: "Se percorrerdes todas as palavras das orações das Sagradas Escrituras, nada encontrareis que não esteja contido na Oração Dominical".3 E o Doutor Angélico escreve: "Na Oração Dominical, não somente se pede tudo aquilo que podemos desejar retamente, como também na ordem em que devemos desejar; de tal forma que essa oração nos ensina não só a pedir, como também é normativa dos nossos sentimentos".
Com efeito, no Pai-Nosso, as petições se desdobram como as sete cores do arco-íris da Nova Aliança; são um caminho luminoso que nos conduz aos tesouros da misericórdia divina. As três primeiras súplicas põem em exercício as virtudes teologais (fé, esperança e caridade), porque se ordenam diretamente a Deus: o "vosso nome", o "vosso Reino" e a "vossa vontade"; as quatro seguintes imploram, no seu conjunto, proteção e auxílio no exercício das virtudes cardeais (justiça, temperança, fortaleza e prudência) e constituem apelos de filhos ao Pai: "dai-nos", "perdoai-nos", "não nos deixeis cair" e "livrai-nos".
Sete pedidos, apresentados na perfeita ordem
Inicia-se a Oração Dominical com a reconfortadora invocação: "Pai nosso, que estais no Céu". Seguem-se os sete pedidos, na ordem em que devem ser feitos, conforme a observação de São Tomás:
Santificado seja o vosso nome: Imploramos aqui o primordial, ou seja, a glória de Deus. Portanto, esta petição inclui todas as outras.5 Ensina-nos Tertuliano: "Quando dizemos ‘santificado seja o vosso nome', pedimos que ele seja santificado em nós que estamos nele, mas também nos outros que a graça de Deus ainda aguarda, a fim de conformar-nos ao preceito que nos obriga a rezar por todos, mesmo por nossos inimigos".
Venha a nós o vosso Reino: Este pedido visa a nossa participação na glória de Deus e, para isso, impulsionados pela esperança, imploramos a "vinda final do Reinado de Deus mediante o retorno de Cristo",7 a fim de que Ele reine definitivamente em todos os corações.
Seja feita a vossa vontade assim na Terra como no Céu: Para os homens merecerem entrar na glória celestial, pedimos que todos observem os Mandamentos da Lei divina. "Pela oração é que podemos ‘discernir qual é a vontade de Deus' e obter ‘a perseverança para cumpri-la'. Jesus nos ensina que entramos no Reino dos Céus não por palavras, mas ‘praticando a vontade de meu Pai que está nos Céus' (Mt 7, 21)".
O pão nosso de cada dia nos dai hoje: Nesta súplica não visamos somente nosso sustento material. "Este pedido e a responsabilidade que ele implica valem também para outra fome da qual os homens padecem [...]. Há uma fome na Terra, ‘não fome de pão, nem sede de água, mas de ouvir a Palavra de Deus' (Am 8, 11). Por isso, o sentido especificamente cristão deste quarto pedido refere-se ao Pão de Vida: a Palavra de Deus a ser acolhida na fé, o Corpo de Cristo recebido na Eucaristia".
Perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos aos que nos têm ofendido: Imploramos perdão por todos os nossos pecados, nos quais trocamos a amizade de Deus pelo amor desregrado a alguma criatura. E como penhor para sermos atendidos, oferecemos-Lhe o sacrifício de perdoar "aos que nos têm ofendido". Nossa petição não será atendida sem o cumprimento desta exigência.10 A isto nos incita também o Apóstolo: "Perdoai-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou, em Cristo" (Ef 4, 32).
Não nos deixeis cair em tentação: Depois de ter implorado com humildade o perdão de nossos pecados, suplicamos a Deus vigilância, fortaleza e, sobretudo, o auxílio da graça para doravante não tornar a ofendê-Lo.
Mas livrai-nos do mal: Nesta última súplica da Oração do Senhor, o "mal" não é uma abstração, mas designa uma criatura, satanás, "o anjo que se opõe pessoalmente a Deus e ao seu plano de salvação". Nela, pedimos "para sermos livres de todos os males, presentes, passados e futuros, dos quais ele é autor ou instigador".
Pe. Leandro Cesar Ribeiro, EP
Percorria Jesus a Galileia, pregando o Evangelho do Reino e curando todas as doenças. Grandes multidões acorriam a Ele, pois logo se espalhara sua fama pelos países circunvizinhos. Certo dia, Ele subiu a uma montanha e pôs-Se a ensinar: Bem-aventurados os que têm um coração de pobre... Amai vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam... Sede perfeitos
Mais do que a multidão que Cristo tinha diante de Si por certo, seu divino olhar considerava naquele momento também todas as almas fiéis que ao longo dos milênios prestariam ouvidos atentos às suas palavras.
Portanto, tinha Ele em vista cada um de nós quando nos ensinou a mais perfeita das orações: "Eis como deveis rezar: Pai nosso, que estais no Céu..." (Mt 6, 9). Tão consolador apelativo - Pai nosso! - só podia brotar dos lábios do Filho Unigênito de Deus. Assumindo nossa carne, Ele nos revelou que temos um Pai nos Céus.
"Resumo de todo o Evangelho"
A Oração Dominical - ou Oração do Senhor - serviu de guia para a piedade dos cristãos de todos os tempos. A respeito dela, fizeram entusiásticos comentários diversos Padres e Doutores da Igreja. Tertuliano a qualifica de "resumo de todo oEvangelho".1 Para São Cipriano, ela é um compêndio da doutrina celeste. Na mesma linha, assegura Santo Agostinho: "Se percorrerdes todas as palavras das orações das Sagradas Escrituras, nada encontrareis que não esteja contido na Oração Dominical".3 E o Doutor Angélico escreve: "Na Oração Dominical, não somente se pede tudo aquilo que podemos desejar retamente, como também na ordem em que devemos desejar; de tal forma que essa oração nos ensina não só a pedir, como também é normativa dos nossos sentimentos".
Com efeito, no Pai-Nosso, as petições se desdobram como as sete cores do arco-íris da Nova Aliança; são um caminho luminoso que nos conduz aos tesouros da misericórdia divina. As três primeiras súplicas põem em exercício as virtudes teologais (fé, esperança e caridade), porque se ordenam diretamente a Deus: o "vosso nome", o "vosso Reino" e a "vossa vontade"; as quatro seguintes imploram, no seu conjunto, proteção e auxílio no exercício das virtudes cardeais (justiça, temperança, fortaleza e prudência) e constituem apelos de filhos ao Pai: "dai-nos", "perdoai-nos", "não nos deixeis cair" e "livrai-nos".
Sete pedidos, apresentados na perfeita ordem
Inicia-se a Oração Dominical com a reconfortadora invocação: "Pai nosso, que estais no Céu". Seguem-se os sete pedidos, na ordem em que devem ser feitos, conforme a observação de São Tomás:
Santificado seja o vosso nome: Imploramos aqui o primordial, ou seja, a glória de Deus. Portanto, esta petição inclui todas as outras.5 Ensina-nos Tertuliano: "Quando dizemos ‘santificado seja o vosso nome', pedimos que ele seja santificado em nós que estamos nele, mas também nos outros que a graça de Deus ainda aguarda, a fim de conformar-nos ao preceito que nos obriga a rezar por todos, mesmo por nossos inimigos".
Venha a nós o vosso Reino: Este pedido visa a nossa participação na glória de Deus e, para isso, impulsionados pela esperança, imploramos a "vinda final do Reinado de Deus mediante o retorno de Cristo",7 a fim de que Ele reine definitivamente em todos os corações.
Seja feita a vossa vontade assim na Terra como no Céu: Para os homens merecerem entrar na glória celestial, pedimos que todos observem os Mandamentos da Lei divina. "Pela oração é que podemos ‘discernir qual é a vontade de Deus' e obter ‘a perseverança para cumpri-la'. Jesus nos ensina que entramos no Reino dos Céus não por palavras, mas ‘praticando a vontade de meu Pai que está nos Céus' (Mt 7, 21)".
O pão nosso de cada dia nos dai hoje: Nesta súplica não visamos somente nosso sustento material. "Este pedido e a responsabilidade que ele implica valem também para outra fome da qual os homens padecem [...]. Há uma fome na Terra, ‘não fome de pão, nem sede de água, mas de ouvir a Palavra de Deus' (Am 8, 11). Por isso, o sentido especificamente cristão deste quarto pedido refere-se ao Pão de Vida: a Palavra de Deus a ser acolhida na fé, o Corpo de Cristo recebido na Eucaristia".
Perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos aos que nos têm ofendido: Imploramos perdão por todos os nossos pecados, nos quais trocamos a amizade de Deus pelo amor desregrado a alguma criatura. E como penhor para sermos atendidos, oferecemos-Lhe o sacrifício de perdoar "aos que nos têm ofendido". Nossa petição não será atendida sem o cumprimento desta exigência.10 A isto nos incita também o Apóstolo: "Perdoai-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou, em Cristo" (Ef 4, 32).
Não nos deixeis cair em tentação: Depois de ter implorado com humildade o perdão de nossos pecados, suplicamos a Deus vigilância, fortaleza e, sobretudo, o auxílio da graça para doravante não tornar a ofendê-Lo.
Mas livrai-nos do mal: Nesta última súplica da Oração do Senhor, o "mal" não é uma abstração, mas designa uma criatura, satanás, "o anjo que se opõe pessoalmente a Deus e ao seu plano de salvação". Nela, pedimos "para sermos livres de todos os males, presentes, passados e futuros, dos quais ele é autor ou instigador".
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Por Pe. Leandro Cesar Ribeiro, EP
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