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25 de mai. de 2016

O caráter cristológico da devoção mariana

A natureza cristocêntrica enfática da espiritualidade de Montfort é sua maior glória. E é irrefutável a essência das verdades teológicas contidas em seus escritos.
Pe Caste.jpgPe. Juan Carlos Casté, EP
São Luís Maria Grignion de Montfort dedicou sua curta vida - faleceu aos 43 anos - a pregar missões à população rural do oeste da França.
Essa grande nação, que outrora brilhara pela piedade mariana, encontrava-se então devastada pela heresia jansenista, a qual se empenhava em diminuir o fervor na vida religiosa, sobretudo a devoção à Mãe de Deus.
Nosso Santo percebeu o perigo que isso representava para as almas e, com o coração cheio de ardor verdadeiramente profético, começou a pregar uma terna e fervorosa devoção a Nossa Senhora, como perfeito antídoto a todos os males espalhados pela heresia. E quase ao fim de sua vida pôs por escrito a substância do que havia ensinado: o Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem.
Apesar de o autor ser, sobretudo, um missionário popular, esta obra - como as outras por ele escritas nos seus poucos tempos livres - tem um altíssimo valor teológico, enraizado a fundo nas Sagradas Escrituras, na Tradição da Igreja, nosVirgen con el Nino_.jpgSantos Padres e nos grandes teólogos medievais e contemporâneos dele.
É de fato um livro com notas proféticas. "São Luís Grignion de Montfort foi, neste processus histórico, um verdadeiro profeta. No momento em que tantos espíritos ilustres se sentiam inteiramente tranquilos quanto à situação da Igreja, embalados num otimismo displicente, tíbio, sistemático, ele sondou com olhar de águia as profundezas do presente, e predisse uma crise religiosa futura, em termos que fazem pensar nas desgraças que a Igreja sofreu durante a Revolução [Francesa], isto é, a implantação do laicismo de Estado, o estabelecimento da ‘Igreja Constitucional', a proscrição do culto católico, a adoração da deusa razão, o cativeiro e morte do Papa Pio VI, os massacres ou deportações de Sacerdotes e Religiosas, a introdução do divórcio, o confisco dos bens eclesiásticos, etc. Mais ainda. Para alento e alegria nossa, o Santo profetizou uma grande e universal vitória da Religião Católica em dias vindouros".1

A voz dos Papas
A obra de São Luís Grignion contou com o aval e o apoio do Magistério da Igreja, sendo recomendada por diversos Papas.
Cingindo-se apenas aos Sumos Pontífices que aprovaram expressamente a doutrina desse grande santo, o padre Nazario Pérez, SJ, menciona o Bem-aventurado Pio IX, o qual em 1853 declarou "imunes de todo erro"2 a totalidade dos seus escritos. E continua:
"Leão XIII, que o beatificou em 1888, concedeu indulgência plenária a quem, segundo a fórmula do Beato Montfort, fizesse ou renovasse a sua consagração a Jesus por Maria no dia da Imaculada Conceição e no dia 28 de abril, festa do Santo; concedeu também indulgências à primeira Confraria de Maria, Rainha dos Corações, que se fundou em Otawa, em 1899.
"São Pio X teve muita estima pelo Tratado da Verdadeira Devoção e confessou duas vezes [...] que se inspirara nele para escrever a Encíclica mariana Ad diem Illum. Concedeu também ‘muito de coração e com vivo afeto a bênção apostólica a quem lesse o Tratado tão admiravelmente composto pelo Beato Montfort'".3 No discurso pronunciado ao conceder o decreto para a canonização do então Beato Montfort, Pio XII o compara ao seu compatriota São Bernardo, "aludindo sem dúvida, nessa comparação, à doutrina mariana".4
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Mesa de trabalho de São Luís Maria
Grignion de Montfort - Saint-Laurent-sur-Sèvre (França)
Mais recentemente, o Beato João Paulo II manifestou-se diversas vezes sobre a excelência da espiritualidade desse grande santo. Narra, por exemplo, como lhe foi valioso o encontro com o Tratado num momento de hesitações: "Foi então que veio em minha ajuda o livro de São Luís Maria Grignion de Montfort, o Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem. Nele encontrei a resposta às minhas perplexidades. Sim, Maria aproxima- nos de Cristo, conduz- -nos a Ele, com a condição de que se viva o seu mistério em Cristo. [...] A essência das verdades teológicas nele contidas é irrefutável. O autor é um teólogo de classe. Seu pensamento mariológico está enraizado no mistério trinitário e na verdade da Encarnação do Verbo de Deus. [...]
Assim, graças a São Luís, comecei a descobrir todos os tesouros da devoção mariana, a partir de um ângulo, de certa forma, novo".5

Uma profecia realizada
Porém, como toda obra de Deus, esse livro encontrou a oposição do demônio. O próprio Santo o havia previsto.
São Luís Grignion escreveu o Tratado na fase final de sua vida. Pouco antes de morrer, entregou o manuscrito ao padre Mulot, a quem escolhera como sucessor e executor testamentário. Este conhecia o tesouro que recebera. Os padres da Companhia de Maria se inspiraram nele para suas missões e pregações, mas "não se sentiram com ânimo de publicá-lo, por ser-lhes necessário solicitar o Privilégio do Rei, indispensável para a publicação de qualquer obra", 6 e havia na Corte de Versalhes personagens de alto poder político, relacionados com os jansenistas e jansenizantes, portanto, hostis à Congregação fundada pelo padre Montfort.
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Beato Pio IX

Sobreveio a tormenta da Revolução Francesa, que se manifestou claramente anticristã. Começaram as perseguições e assassinatos de sacerdotes e religiosas. À vista disso, os padres Montfortianos entregaram os objetos de valor existentes em suas casas, entre os quais o manuscrito de São Luís, a uns camponeses, para serem escondidos. Estes os devolveram quando amainou a tempestade revolucionária, em fins do século XVIII.
No dia 22 de abril de 1842 - 126 anos após a morte do Santo -, o padre Rautureau, montfortiano, procurando material para preparar uma homilia, encontrou um manuscrito numa caixa cheia de livros velhos. Ao lê-lo, percebeu o espírito do padre Montfort e o mostrou ao superior, padre Dalin, o qual reconheceu perfeitamente a letra do fundador da Congregação.7
Em princípios de 1843 saiu a lume a primeira publicação do Tratado. Cumpria-se assim uma profecia nele escrita: "Prevejo que animais furiosos se precipitarão para despedaçar com seus dentes diabólicos este pequeno livro e aquele de quem serviu-Se o Espírito Santo para escrevê-lo, ou ao menos para envolvê-lo nas trevas e no silêncio de uma arca, a fim de evitar sua publicação. Inclusive, atacarão e perseguirão aqueles e aquelas que o lerem e procurarem pôr em prática".8
O manuscrito não está completo. Os editores que o estudaram a fundo para publicar as obras completas de São Luís Grignion calcularam que faltam de 84 a 96 páginas no início, as quais versariam sobre o tema da "Preparação para o Reino de Cristo". Julgam faltar também algumas páginas no fim, onde o Autor teria escrito uma "fórmula de consagração" e a "bênção das correntes".9
Devoção cristológica e trinitária
Os primeiros tópicos do Tratado são já um verdadeiro programa que ele desenvolverá ao longo da obra. Parece-nos interessante ressaltar com o padre Alphonse Bossard, SMM, algumas analogias entre esses pontos, o discurso de Paulo VI no encerramento da terceira sessão do Concílio Vaticano II e a Constituição Dogmática Lumen Gentium.
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Leão XIII

Escreve o padre Bossard: "Montfort primeiro vai fundamentar e explicar uma convicção que ele tem como central: já que Deus quis que Maria nos fosse necessária (cf. Tratado, n.1-59), impõe-se a todos uma verdadeira devoção a Ela".10
"Para Montfort, não se pode tratar de pôr em primeiro lugar o mistério de Maria, mas simplesmente de sublinhar que, sem uma referência à sua Mãe, não é possível ter pleno acesso ao mistério de Jesus e vivê-lo. Isso afirmou Paulo VI no discurso de encerramento da terceira sessão do Concílio Vaticano II, ampliando- o ao mistério da Igreja: ‘O conhecimento da verdadeira doutrina católica sobre Maria constituirá sempre uma chave para a exata compreensão do mistério de Cristo e da Igreja'".11
Pouco antes, no mesmo discurso acima citado pelo padre Bossard, ressaltara Paulo VI que a Lumen Gentium "tem como vértice e coroamento um capítulo inteiro dedicado a Nossa Senhora", acrescentando logo a seguir: "Com efeito, é a primeira vez - e dizê-lo enche-nos a alma de profunda emoção - é a primeira vez que um Concílio Ecumênico apresenta síntese tão vasta da Doutrina Católica acerca do lugar que Maria Santíssima ocupa no mistério de Cristo e da Igreja".12
Nesse sentido, afirma o padre Alberto Rum, SMM: "Com o famoso Capítulo VIII sobre Nossa Senhora, o Concílio Vaticano II parece ter confirmado o valor teológico e ascético da espiritualidade mariana de Montfort".13
Ao contrário do que pensam alguns, Nossa Senhora é tema vivo e atuante para o Concílio, como o é também para São Luís Grignion. Observa com acerto o padre Rum: "Para o Concílio, a doutrina mariana não é uma massa errática no mundo da divina Revelação, nem um sistema fechado em si mesmo na ordem da teologia católica, nem um valor à parte na vida do espírito. A presença de Maria é, ao contrário, uma presença viva no Credo, no pensamento e na vida do Povo de Deus [...]. Tratado e Concílio oferecem assim uma mesma e idêntica mensagem mariana". 14 Continua o mesmo autor: "Poder-se-ia dizer que o Concílio retoma em linguagem moderna o pensamento mariano do santo missionário".15
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Beato Pio IX,Leão XIII,São Pio X, Pio XII e, muito especialmente, o Beato João
Paulo II deram o aval pontifício à obra de São Luís Maria Grignion de Montfort
No trecho acima, o padre Alberto Rum parece ecoar estas palavras da Lumen Gentium: "A Igreja, meditando piedosamente na Virgem, e contemplando-A à luz do Verbo feito homem, penetra mais profundamente, cheia de respeito, no insondável mistério da Encarnação, e mais e mais se conforma com o seu Esposo. Pois Maria, que entrou intimamente na História da Salvação, e, por assim dizer, reúne em Si e reflete os imperativos mais altos da nossa Fé, ao ser exaltada e venerada, atrai os fiéis ao Filho, ao seu sacrifício e ao amor do Pai".16
A Jesus por Maria
Segundo a Cristologia ensinada por Grignion de Montfort, é sempre através da Virgem que chegamos a Jesus. Quanto mais se conhecer Maria, mais conhecido será Jesus. Não pode, pois, haver receio de desagradar ao Filho, amando verdadeiramente sua Mãe. Pelo contrário!
‘"Jesus Cristo veio ao mundo por meio da Santíssima Virgem Maria, e é também por intermédio d'Ela que Ele deve reinar no mundo' (Tratado, n.1). Aí se encontram a finalidade cristológica, essencial para Montfort; a dimensão missionária, pois trata-se de estabelecer o Reino de Cristo; e a referência à Encarnação: Aquela por quem Jesus veio ao mundo deve continuar cooperando em seu triunfo permanente. É, portanto, necessário concentrar- se em conhecer Maria em verdade, para melhor conhecer a Jesus Cristo, e reconhecer-Lhe todo o espaço que Deus mesmo quis que Ela tivesse, para chegar o Reino de seu Filho".17
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"São Luís Maria Grignion de Montfort"
Nave principal da Basílica
de São Pedro
No fiat de Maria Santíssima se revela todo o desejo de Deus de salvar a humanidade por meio d'Ela. Afirma a Constituição Dogmática Lumen Gentium: "Maria, filha de Adão, dando o seu consentimento à palavra divina, tornou-Se Mãe de Jesus e, não retida por qualquer pecado, abraçou de todo o coração o desígnio salvador de Deus, consagrou-Se totalmente, como escrava do Senhor, à pessoa e à obra de seu Filho, subordinada a Ele e juntamente com Ele, servindo pela graça de Deus onipotente o mistério da Redenção".18
Pouco adiante, acrescenta o mesmo documento conciliar: "Esta maternidade de Maria na economia da graça perdura sem interrupção, desde o consentimento, que fielmente deu na Anunciação e que manteve inabalável junto à cruz, até a consumação eterna de todos os eleitos".19
Convém ter em vista que a Lumen Gentium é um dos mais importantes documentos emanados do Concílio Vaticano II, a ponto de ter ser sido qualificada de "o coração do Concílio".20
E São Luís escreve em seu Tratado: "A conduta das Três Pessoas da Santíssima Trindade por ocasião da Encarnação e primeira vinda de Jesus Cristo, Elas a mantêm todos os dias na Santa Igreja, de modo invisível, e a manterão até a consumação dos séculos, na última vinda de Cristo".21
Por isso, conclui o padre Alberto Rum no citado artigo: "Nesta teologia mariana da salvação, o Concílio encontra um motivo para convidar os fiéis a uma devoção mariana cristocêntrica, que se conjuga mais intimamente com o Mediador e Salvador, Cristo Jesus. Por sua parte, a espiritualidade mariana de São Luís de Montfort está centrada no mesmo mistério da Encarnação e de nossa pertença a Jesus Cristo Senhor e Redentor".22
Devoção cristológica e trinitária
Devemos ressaltar, sobretudo, o caráter eminentemente cristológico e trinitário dessa importante obra de São Luís. "A natureza cristocêntrica explícita e enfática da espiritualidade de Montfort é sua maior glória. O missionário apostólico se esforça muito por mostrar que só Jesus é o fim, pois Maria é ‘infinitamente inferior a seu Filho' (Tratado, n.27). A primeira verdade sólida da devoção a Maria deve ser que apenas Cristo é o fim último de todas as devoções (Tratado, n.60-62)".23
Ele nos ensina que a finalidade da devoção por ele pregada, ou seja, a escravidão de amor a Jesus pelas mãos de Maria Santíssima, é a instauração do Reino de Cristo, que não é outra coisa senão a renovação das promessas do Batismo. E Ela, a Virgem, é o melhor meio para chegar a nosso último fim: a união com Jesus.
"Para conhecer Maria tal como Deus A fez e tal como no-La dá, Montfort nos leva a contemplar a missão que o Senhor Lhe confiou na realização do mistério da Encarnação Redentora, com todas as suas consequências. Montfort descreve primeiro a relação íntima de cada uma das Pessoas divinas com Maria para realizar a vinda do Verbo na carne, pela Encarnação (Tratado, n.16). Depois, seguindo sempre este esquema trinitário, mostra como o Pai, o Filho e o Espírito Santo estendem a sua ação com Maria, para que a Encarnação produza seus efeitos em nós".24
Para Jesus ser conhecido, precisa ser conhecida Maria
Encontramos no tópico 13 do Tratado o fundo do pensamento contido em sua introdução: "Meu coração ditou-me tudo quanto acabo de escrever, com particular alegria, para demonstrar que a divina Maria tem sido desconhecida até agora, e que esta é uma das razões pelas quais Jesus Cristo não é conhecido como deve ser. Se pois, como é certo, o conhecimento e o Reino de Cristo hão de chegar ao mundo, isso não acontecerá senão por uma consequência necessária do conhecimento e do Reino da Santíssima Virgem Maria. Ela O trouxe ao mundo na primeira vez e O fará resplandecer na segunda".25
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"Cristo Rei" - Igreja de Nossa Senhora da
Assunção, New Orleans
(Estados Unidos)
O livro se destina, pois, a propagar a devoção a Nossa Senhora para que venha o Reino de Cristo. A razão teológica pela qual o Reino de Cristo será precedido pelo reinado de Maria, São Luís a coloca no tópico 1 do Tratado: "Jesus Cristo veio ao mundo por meio da Santíssima Virgem Maria, e é também por seu intermédio que Ele deve reinar no mundo".26 Ou seja, se Maria Santíssima não tivesse vindo ao mundo, Cristo também não teria vindo, e a devoção a Ele deve vir ao mundo por intermédio d'Ela. Difundir a devoção à Mãe de Deus é, pois, nesta perspectiva, a maior obra a que um homem pode se dedicar.
A perfeita devoção a Maria é fundamental para a instauração do Reino de Cristo
Este objetivo de São Luís se presta desde logo a um comentário. "O santo missionário se propõe preparar o futuro Reino de Cristo, fazendo o que lhe parece mais essencial, mais importante, mais urgente, que na ordem concreta dos fatos produzirá quase que automaticamente o resto: difundir a perfeita devoção a Maria".27 A restauração da civilização sobre os princípios da Igreja Católica não será, portanto, resultado de uma ação política, de obras sociais, de talento, de ciência. "O começo da restauração de todas as coisas está na piedade, no fervor da vida interior, está propriamente nos fundamentos religiosos da vida de um povo. O apostolado essencial é de caráter estritamente religioso, afervorar, formar na piedade, formar caracteres; o restante é consequência; são complementos importantes - é verdade - mas complementos. E a grande lição que São Luís fixa já no início do Tratado e desenvolve extensamente depois, é a de que na formação dos caracteres a condição básica e indispensável é a devoção a Nossa Senhora.
"Possuindo-a [esta devoção] verdadeiramente, os caracteres terão todos os meios sobrenaturais necessários para que, com a correspondência da vontade, floresçam. Se não se forma esta devoção, o próprio regime da expansão da graça na alma fica comprometido, e nada será possível conseguir. Portanto, a devoção a Nossa Senhora é condição necessária para tudo quanto
diga respeito à salvação individual, à salvação da civilização e a salvação eterna de todos quantos constituem, em dado momento, a Igreja militante".28
São Luís tinha, pois, em mente, uma obra da mais alta importância para a renovação dos séculos futuros. A nós cabe ter um desejo ardente de possuir essa perfeita devoção a Nossa Senhora. Atrevo-me a dizer mais: ela é indispensável aos sacerdotes que desejam trabalhar seriamente pela glória de Deus e salvação das almas. O Tratado não é um livro qualquer de piedade, é uma obra monumental do ponto de vista teológico e mariológico que prega uma devoção absolutamente essencial, sobretudo para os nossos tempos.
Ninguém pode compreender por inteiro a excelsitude da Mãe de Deus
Como dissemos acima, São Luís afirma que Maria Santíssima é desconhecida. Ou seja, Ela é muito menos conhecida do que suas excelências e seus admiráveis predicados exigem. Em sua obra, ele explicará o motivo pelo qual Ela quase não é mencionada nos Evangelhos.
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"São Luís Maria Grignion de Montfort"
Basílica de Saint-Laurent-sur-Sèvre
(França)
"Para atender aos pedidos que Ela Lhe fez de escondê-La, empobrecê-La e humilhá-La, aprouve a Deus mantê-La oculta aos olhares de quase todas as criaturas humanas, em seu nascimento, em sua vida, em seus mistérios, em sua ressurreição e assunção. Seus próprios parentes não A conheciam; e com frequência os anjos perguntavam-se uns aos outros: ‘Quæ est ista? - Quem é esta? (Ct 3, 6; 8, 5), pois o Altíssimo A escondia; ou, se algo lhes revelava, ocultava-lhes infinitamente mais".29 Os Santos Evangelhos quase não se referem a Ela. Por isso a teologia precisou fazer, através dos séculos, um admirável trabalho de dedução das verdades contidas na Escritura, para ressaltar o papel da Mãe de Deus.
Montfort dá duas razões pelas quais Maria passou sua vida praticamente sem aparecer nos Evangelhos: sua humildade e sua transcendência.
Humildade: "Com efeito, Maria é a mulher ideal, e como tal, Ela devia ter assinalada predileção pela modéstia, o mais belo ornato da mulher. Ela é ademais a santa por excelência, e então a humildade se impõe absolutamente. Quanto mais se eleva o edifício da santidade, mais profundas devem ser as bases da humildade". 30
Transcendência: Ela é única na ordem da graça, foi predestinada desde toda a eternidade para uma missão singular e exclusiva: ser a digna Mãe do Redentor. Maria é Imaculada, suas relações com a Santíssima Trindade são especialíssimas, e seu papel na História da Salvação é capital.
"Ela pertence a uma ordem especial, única no mundo sobrenatural, a ordem da maternidade divina, intermediária entre a da união hipostática e a da graça e da glória. É, pois, impossível aplicar-Lhe os métodos ordinários do raciocínio humano, por via de deduções rigorosas. Ela é domínio exclusivo da soberana liberalidade e da onipotente liberdade de Deus. Nosso dever é somente admirar e mostrar a conveniência do que aprouve a Deus fazer. Montfort adota a posição dos que A admiram. Mais ainda, ele afirma no tópico 5, e prova nos tópicos seguintes (6 a 12), que, exceto Deus, ninguém pode compreender Maria tanto quanto é possível compreendê- La".31
Como podemos ver, o Tratado é de uma profundidade mariológica que poucos alcançaram. (Revista Arautos do Evangelho, Outubro/2011, n. 118, p. 18 à 25)
Coroaçao de Nossa Senhora_.jpg
Maria é Imaculada. Suas relações com a Santíssima Trindade são especialíssimas,
e seu papel na História da Salvação é capital.


"Coroação de Nossa Senhora" - Basílica de Santo Antônio, Pádua (Itália)

9 de mai. de 2016

13 de maio, Santa Missa em homenagem a Nossa Senhora de Fátima

No próximo dia 13 de maio (6ª feira), às 20h00, será realizada santa missa solene, na sede dos Arautos do Evangelho, em ação de graças pelo 99º ano das aparições de Nossa Senhora, em Fátima.
Local: Comunidade dos Arautos do Evangelho
Av. Cel. Francisco Flávio Carneiro, 190
Luciano Cavalcante
https://www.google.com.br/maps/place/Associação+Católica+Arautos+do+Evangelho/@-3.779926,-38.4895208,15z/data=!4m6!1m3!3m2!1s0x0:0x6ac0d7a29278cf21!2sAssociação+Católica+Arautos+do+Evangelho!3m1!1s0x0:0x6ac0d7a29278cf21

4 de mai. de 2016

Conheça o Projeto Futuro & Vida

O Projeto Futuro & Vida é uma iniciativa cultural e educativa de cunho preventivo e moralizante, direcionada ao público juvenil. Proporciona aos alunos das redes de ensino, de forma totalmente gratuita, o acesso às artes cênicas e à música erudita.
Visa despertar no jovem o senso crítico dos acontecimentos, a fim de ajudá-lo a crescer na capacidade de escolha, aumentar a autoconfiança e criatividade.
O Projeto Futuro e Vida organiza periodicamente passeios e excursões, motivando os jovens a desenvolverem o respeito pela natureza, bem como o gosto pela arte e cultura, através de um ensino vivo e rico em ética, história e cidadania.
O Projeto Futuro e Vida procura criar situações que reforcem os laços familiares, estimulando os pais a estarem presentes, com seus filhos, nas diversas atividades realizadas em nosso Centro Juvenil.
“É preciso ocupar o jovem com atividades elevadas da arte e cultura, do pensamento e das ideias sadias, pois onde há desocupação aí está o perigo. Queremos a salvação da juventude.”
Mons. João S. Clá Dias, fundador.
 
Av. Cel. Francisco Flávio Carneiro, 190, Luciano Cavalcante
Fone: (85) 3272-2413 - Cel: (85) 989-249-252
Atividades esportivas
 
Arte Cênica
 
Coral Arautos de Meninos Cantores

5 de abr. de 2016

SAUDADES DO PARAÍSO

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Deus é eterno e para Ele não existe o tempo. Ao admirar a obra dos seis dias — podemos imaginar—, o Divino Artífice considerou não apenas tudo o que acabara de criar, mas também as maravilhas a serem feitas pelos homens ao longo dos séculos. Quis Ele tornar Adão e seus descendentes partícipes da criação, dando-lhes inteligência e talento para, de alguma forma, completá-la por meio de sua arte e engenho.
Ir. Patricia Victoria Jorge Villegas, EP
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Tomemos, por exemplo, o chocolate. Quem, ao comer um ótimo bombom não sente bem-estar, alegria e ânimo? Depois de um dia de árduo trabalho, um pouco de chocolate amargo ajuda a recuperar da fadiga e do desgaste emocional, pelas comprovadas propriedades energéticas do cacau, além de fazer bem para a saúde por causa dos flavonoides e outras substâncias benéficas que ele contém. Paulo Eduardo Roque Cardoso
Produto do trabalho humano, o chocolate é feito da amêndoa do cacaueiro, torrada e fermentada. Esta árvore tropical, originária da bacia do rio Amazonas e da América Central, se cultiva hoje também por amplas zonas da África e da Ásia. Os habitantes daquelas regiões, na época pré-colombiana, usavam seu fruto para preparar uma bebida quente e amarga, de propriedades revitalizantes. Considerado alimento das divindades, o cacau era consumido pelas castas superiores daqueles povos.
Cacaueiro
Cacaueiro
Levado para a Europa pelos colonizadores espanhóis, acabou sendo objeto de aprimoramento em seu preparo e apresentação, tornando-se o chocolate especialidade de países como a Suíça, França, Bélgica e Holanda.
Não poucos mosteiros, sobretudo os cistercienses, destacaram-se pela fabricação de chocolates artesanais, pois a Igreja é Mãe e sabe bem aproveitar as invenções dos homens — quando são boas! — para ajudar as almas.
No entanto, pode um alimento ter influência nas almas? Há no chocolate algo de especial para ele fazer parte da austera vida monástica, a ponto de haver em alguns conventos espaço para uma chocolataria, onde esta iguaria é produzida e degustada?
Sendo o homem composto de corpo e alma, é indispensável o físico auxiliar o espiritual. Assim como quando contemplamos um belo panorama marítimo nossos sentidos se deleitam com o movimento das ondas, a evolução dos peixes e gaivotas, o azul das águas, e depois nosso espírito se enche de considerações sobrenaturais a respeito do que contemplamos, de forma análoga, quando tomamos algum alimento ele causa certo efeito em nossa alma.
Por isso, ao entramos numa confeitaria e saborearmos uma trufa ou um éclair de chocolate, nosso espíritos e predispõe subconscientemente, pelo deleite do paladar, a amar a perfeição em todas as coisas, de acordo com as palavras do Divino Mestre: “Sede perfeitos, assim como vosso Pai celeste é perfeito” (Mt 5, 48).
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Deste modo, além do bem-estar que um chocolate de qualidade produz em nosso organismo, ele pode nos ajudar a lembrar da vida eterna e, em consequência, trazer uma nostalgia do Paraíso perdido: se formos santos nesta Terra, quantas maravilhas muitíssimo superiores a um apurado éclair ou a requintados bombons de licor, gianduia ou praline poderemos degustar no Céu? Pois se são as obras humanas e terrenas tão aprazíveis, como serão as celestes?
Estamos aqui de passagem e devemos saber usar as mínimas oportunidades— como provar um chocolate…— para transcender ao mundo sobrenatural. Peçamos a Nossa Senhora que nos ajude a elevar nossos corações às grandezas que nos esperam no Céu onde, junto com os Anjos e os Bem-aventurados, gozaremos da felicidade eterna.
(Publicado originalmente na revista “Arautos do Evangelho”, nº 172, abril de 2016, p. 50.Para acessar a revista Arautos do Evangelho do corrente mês clique aqui )
Ilustrações: Arautos do Evangelho,  Gustavo Krajl

28 de fev. de 2016

Referências bíblicas respectivas aos sacramentos


O Batismo 
Sua instituição e preceito estão positivamente marcados nos seguintes textos: "Em verdade vos digo, disse Jesus a Nicodemos, quem não renascer da água e do Espírito Santo, não pode entrar no reino de Deus" (Jo 3, 5). "Ide, ensinai todas as gentes, disse Jesus a seus discípulos, batizando-as, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo" (Mt 28,19). "O que crer e for batizado, será salvo", (Mc 16, 61). "Recebe o batismo e lava os teus pecados", disse Ananias a Saulo (At 22, 16). Os Apóstolos administravam o batismo a todos os que desejavam alistar-se na religião nova. Três mil pessoas receberam o batismo das mãos de S. Pedro, no dia de pentecostes (At 2, 38-41).

A Crisma ou Confirmação
Os atos dos apóstolos provam que o seu rito exterior consiste na imposição das mãos, diferente do batismo que utiliza a água. Os apóstolos Pedro e João, enviados a Samaria, "punham as mãos sobre os que tinham sido batizados", e recebiam estes o Espírito Santo (At 8, 12-17). Do mesmo modo, S. Paulo, vindo a Éfeso, batizou, em nome de Jesus Cristo, discípulos de João e a "eles impôs as mãos, para que o Espírito Santo baixasse sobre eles" 
 (At 19, 1-6). Para que S. Paulo imporia as mãos sobre quem já era batizado se a Crisma não fosse um sacramento que confirmasse o Batismo, completando os dons do Espírito Santo? Segundo estes textos, compreende-se claramente que Pedro e João de um lado, e Paulo de outro, deram o Espírito Santo, pela imposição das mãos. Ora, uma tal prática não seria cabível, se eles o fizessem fora da vontade e das prescrições do Mestre. A Crisma é, pois, um sacramento instituído por Nosso Senhor Jesus Cristo. 

A Eucaristia
A palavra "Eucaristia" provém de duas palavras gregas "eu-cháris": "ação de graça", e designa a presença real e substancial de Jesus Cristo sob as aparências de pão e vinho.

Essa presença não foi contestada nem mesmo por Lutero. Em carta a seu amigo Argentino (De euch. dist. I, art.) falando sobre o texto evangélico "Isto é o meu corpo", ele diz: "Eu quereria que alguém fosse assaz hábil para persuadir-me de que na Eucaristia não se contém senão pão e vinho: esse me prestaria um grande serviço. Eu tenho trabalhado nessa questão a suar; porém confesso que estou encadeado, e não vejo nenhum meio de sair daí. O texto do Evangelho é claro demais". 

Eis, em S. João, os termos de que Jesus Cristo se serviu, falando a primeira vez deste grande sacramento: "Eu sou o pão da vida; vossos pais comeram o maná no deserto e morreram. Este é o pão que desce do céu, para que o que dele comer não morra. Eu sou o pão vivo, que desci do céu. Se alguém comer deste pão, viverá eternamente, e o pão que eu darei é a minha carne, para a vida do mundo" (Jo 6, 48-52).

Que clareza nessas palavras! Que quer dizer isso: "Eu sou o pão vivo - o pão que eu darei é a minha carne". É ou não é a carne de Cristo? É ou não é Cristo que será o pão que deve ser comido? Será que Deus não saberia se expressar direito se desejasse fazer uma simples alegoria?

E não é só isso! Nosso Senhor continua, cada vez mais positivo e mais claro: "Se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós. O que comer a minha carne e beber o meu sangue terá a vida eterna. Porque a minha carne é verdadeiramente comida, e o meu sangue é verdadeiramente bebida. O que come a minha carne e bebe o meu sangue, fica em mim e eu nele. O que me come... viverá por mim. Este é o pão que desceu do céu... O que come este pão, viverá eternamente!" (Jo 6, 54 - 59).

Eis um trecho claríssimo, que não deixa margem à dúvidas. Nosso Senhor afirma categoricamente: "... minha carne é verdadeiramente comida". É impossível negar algo tão claro: a carne de Cristo, dada aos homens para remissão dos pecados, é para ser comida; e quem comer desta carne "viverá eternamente".

Cristo afirma, repete, reafirma, e explica que o pão que ele vai dar é o "seu próprio corpo" - que seu corpo é uma "comida" - que seu sangue é uma "bebida" - que é um pão celeste que dá a vida eterna.

Ao negar a presença eucarística, se nega as palavras de Cristo.

Cristo diz: "Este é o meu corpo".

Cristo ajunta: "Minha carne é verdadeiramente comida".

Cristo completa: "O que me come... viverá por mim.".

Cristo repete: "O que come a minha carne, fica em mim".

A posição daqueles que rejeitam as verdades dos sacramentos, é igual a posição que tomaram os fariseus: "Como pode este dar-nos a sua carne a comer?" (Jo 6, 53). Retiram-se murmurando: "É duro demais, quem pode ouvir uma tal linguagem!" (Jo 6, 67).

Que fará Jesus, dissipa o equívoco e explica que é simbólico o que Ele acaba de dizer, para que não se perdessem os que se retiravam?

Não! Vira-se para seus Apóstolos e, num tom que não admite réplica, pergunta: "E vós também quereis abandonar-me?" (Jo 6, 68). É como se afirmasse: quem não desejar aceitar a verdade, que retire-se com os outros! A verdade é essa e não muda. Paulo Eduardo Roque Cardoso

E S. Pedro lança este sublime brado de fé: "Senhor, para quem havemos de ir? Tu tens as palavras de vida eterna. E nós cremos e conhecemos que tu és Cristo, o Filho de Deus" (Jo 6, 67-70).

É a cena da promessa da eucaristia, que ia sendo preparada por Nosso Senhor em seus Apóstolos, que acreditavam e amavam mesmo sem entender!

Aos que não acreditam nessa graça, cabe uma pergunta muito objetiva: Seria possível Cristo ser tão solene e tão claro, utilizando palavras tão majestosas e escandalizando a tantos incrédulos, apenas para prometer-nos um "pedaço de pão", que devemos comer em sua lembrança?

Seria impossível.
Agora, examinemos a instituição da Eucaristia.

O dia escolhido é a véspera da morte do Messias. Em meio das ternuras lacerantes do adeus, neste momento onde, deixando aqueles que se amam, fala-se com mais coração e com mais firmeza, porque, estando para morrer, não se estará mais para explicar ou interpretar as próprias palavras. Neste momento, pois, num festim preparado com solenidade (Lc 22, 12), impacientemente desejado (Lc 22, 15), eis que se passa:

" Tomou em seguida o pão e depois de ter dado graças, partiu-o e deu-lho, dizendo: Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim. " (Lc 22, 19).

" Tomou depois o cálice, rendeu graças e deu-lho, dizendo: Bebei dele todos, porque isto é meu sangue, o sangue da Nova Aliança, derramado por muitos homens em remissão dos pecados. " (Mt 26, 27-28)

Que magnífica simplicidade e previsão nos termos!

O original grego é mais forte ainda: "Isto é o meu corpo, meu próprio corpo, o mesmo que é dado por vós - Isto é meu sangue, meu próprio sangue da nova aliança, o sangue derramado por vós em remissão dos pecados".

E no texto siríaco, tão antigo como o grego, feito no tempo dos Apóstolos, diz-se: O que se nos dá "é o próprio corpo de Jesus, seu próprio sangue".

Não há outro sentido possível nesses textos. É a presença real afirmada, inequivocamente, pelo Messias, Redentor nosso, que derramou seu sangue na Cruz por nossos pecados.

Que precisão nas palavras e que autoridade! Quanto poder nestas palavras: "Lázaro, sai do sepulcro!" E Lázaro sai imediatamente. "Mulher, estás curada!" E ela fica curada. "Isso é meu corpo!" E esse é o corpo do Cristo.

E S. Paulo, na sua epístola aos Coríntios (11, 23 - 30): "Eu recebi do Senhor... que, na noite em que foi traído, tomou o pão. E tendo dado graças, o partiu e disse: Tomai, comei: isto é o meu corpo que será entregue por vós; fazei isto em memória de mim. Do mesmo modo, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Esta é a nova aliança no meu sangue, fazei isto, todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice, anunciais a morte do Senhor, até que venha. Portanto, qualquer que comer este pão ou beber o cálice indignamente, será culpado do corpo e do sangue do Senhor. Examine-se, pois, o homem a si mesmo... Porque o que come e bebe indignamente, come e bebe para si mesmo sua própria condenação, não discernindo o corpo do Senhor. Por causa disto há entre vós muitos fracos e doentes e muitos que dormem (o sono da morte)" (I Cor 11, 23 - 30).

S. Paulo diz, com esta lógica que lhe é peculiar: "Quem comer este pão ... indignamente, será culpado do corpo do Senhor" (1 Cor 11, 27) - e ainda no mesmo sentido: "O que come indignamente, come a sua própria condenação, não discernindo o corpo do Senhor" (1 Cor 11, 29).

Ou seja, S. Paulo afirma que, comungando indignamente, somos culpados do corpo de Jesus Cristo. Ora, como é que alguém pode ser culpado do corpo de Cristo se este corpo não estiver no pão que come?

Comer um pedaço de trigo, sem devoção e com a alma manchada, pode ser um crime, o qual a vítima "come sua própria condenação"?

Aliás, o que S. Paulo afirma acaba condenando o protestantismo: É culpado do corpo do Senhor e come sua própria condenação, quem não discerne o corpo de Cristo de um vulgar pedaço de pão, e come este pão indignamente.

Eis a verdade irrefutável da Eucaristia.

Confissão
A confissão consiste em um sacramento instituído por Jesus Cristo no qual o sacerdote perdoa os pecados cometidos depois do batismo.

Sobre o sacramento da Confissão, devemos analisar o seguinte:

Os homens pecam

É necessário obter o perdão desses pecados

Nosso Senhor instituiu um sacramento para a remissão dos pecados

A confissão deve ser feita a um Padre.

Diferença entre "atrição" e "contrição"

O que é necessário para ser eficaz uma confissão?

Vamos às respostas:

1) Os homens pecam:

Diz a Sagrada Escritura: "O justo cai sete vezes por dia" (Prov 24, 16). E se o próprio justo cai sete vezes, que será do pobre que não é justo?

"Não há homem que não peque" (Ecl 7, 21).

"Aquele que diz que não tem pecado faz Deus mentiroso" (1 Jo 1, 10).

O "Livre Arbítrio" humano permite ao homem realizar atos contrários ao seu criador.

2) É necessário obter o perdão desses pecados:

"Nesta porta do Senhor, só o justo pode entrar" (Sl 117, 20).

"Não sabeis que os pecadores não possuirão o reino de Deus?" (1 Cor 6, 9).

Portanto, para entrar no Reino de Deus, é necessário obter o perdão dos pecados.

3) Nosso Senhor instituiu um sacramento:

Qual é o meio que existe para alcançar o perdão dos pecados?

Nos diz S. João: "Se confessarmos os nossos pecados, diz o Apóstolos, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e purificar-nos de toda injustiça" (1 Jo 1, 8). 
 
Todavia, "aquele que esconde os seus crimes não será purificado; aquele, ao contrário, que se confessar e deixar seus crimes, alcançará a misericórdia" (Prov. 38, 13). "Não vos demoreis no erro dos ímpios, mas confessai-vos antes de morrer" (Ecl 17, 26).

A confissão não é nova, já existia no Antigo Testamento, mas foi elevada à dignidade de Sacramento por Nosso Senhor, que conhecia a fraqueza humana e desejava salvar seus filhos.

No dia da ressurreição, como para significar que a confissão é uma espécie de ressurreição espiritual do pecador, "apareceu no meio dos apóstolos... e, mostrando-lhes as mãos e seu lado... lhes disse: A paz esteja convosco. Assim como meu Pai me enviou, eu vos envio a vós. ... soprando sobre eles: recebei o Espírito Santo... Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados, e àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos" (Jo 21, 21 - 23). O mesmo texto encontra-se em S. Mateus (Mt 28, 20).

Como tudo é claro! Nosso Senhor tinha o poder de perdoar os pecados, como se desprende de S. Mateus (Mt 9, 2-7). Ele transmite esse poder aos seus Apóstolos dizendo: "assim como o Pai me enviou", isto é, com o poder de perdoar os pecados, "assim eu vos envio a vós", ou seja, dotados do mesmo poder. E para dissipar qualquer dúvida, continua: "soprando sobre eles: Recebei o Espírito Santo..." como se dissesse: Recebei um poder divino... só Deus pode perdoar pecados: pois bem... "Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados, e àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos" (Jo 21, 21 - 23).

A conclusão é rigorosa: Cristo podia perdoar os pecados. Ele comunicou este poder aos Apóstolos e por eles aos sucessores dos Apóstolos: pois a Igreja é uma sociedade "que deve durar até o fim do mundo" (Mt 28, 20).

O livro dos Atos dos Apóstolos refere que quem se convertia "vinha fazer a confissão das suas culpas" (At 19, 18).

Aqui nós começamos a refutar uma argumentação dos protestantes: cada um se confessa diretamente com Deus.

4) A confissão deve ser feita a um padre:

Pelo próprio livro dos Atos dos Apóstolos, quando se afirma que o convertido "vinha fazer a confissão", fica claro que era necessário um deslocamento da pessoa para realizar a confissão junto aos Apóstolos, pois o verbo "vir" é usado por quem recebe a visita do penitente.

Se a confissão fosse direta com Deus, bastaria pedir perdão de seus pecados, sem precisar 'ir' até a Igreja.

Aliás, S. Tiago é explícito a esse respeito: "confessai os vossos pecados uns aos outros, diz ele, e orai uns pelos outros, a fim de que sejais salvos" (Tgo 5, 16). Isto é, confessai vossos pecados a um homem, que tenha recebido o poder de perdoá-los.

De qualquer forma, a instituição do Sacramento deixa claro o poder que Nosso Senhor conferiu à sua Igreja.

Sem a vontade de se confessar com um outro homem, o pecador demonstra que seu arrependimento não é profundo, pois ele não se envergonha mais de ofender a Deus do que de expor sua honra. No fundo, ama a si mesmo mais do que a Deus e pode estar a cometer um outro pecado, ainda mais grave, contra o primeiro mandamento: Amar a Deus sobre todas as coisas.

Mas, em não existindo um Padre, como confessar-se? E como ficam os homens no Antigo Testamento?

5) Contrição e Atrição

A Contrição consiste em pedir o perdão de seus pecados por amor de Deus. A atrição, por sua vez, consiste em pedir o perdão dos pecados por temor do inferno.

A primeira, contrição (chamada de contrição perfeita), apaga os pecados da pessoa antes mesmo da confissão. Todavia, só é verdadeira se há a disposição de se confessar com um padre. Foi desta forma que se salvaram os justos do Antigo Testamento.

A atrição só é válida através do sacramento da confissão, o qual é eficaz mesmo se há apenas "medo do inferno".

Ninguém duvida de que o sincero arrependimento dos pecados, com firme propósito de não pecar mais, e satisfação feita a Deus e aos prejudicados, eram, no Antigo Testamento, condições necessárias e suficientes para obter o perdão de Deus. O mesmo vale ainda hoje para todos os que desconhecem Nosso Senhor Jesus Cristo e seu Evangelho (desde que sigam a Lei Natural) e para os que não têm como se confessar (desde que tenham um ato de contrição perfeita). Mas quem, em seu orgulho, não acredita nas palavras de Cristo Ressuscitado, com as quais ele instituiu o sacramento da penitência, e por isso não quer se confessar, não receberá o perdão, pois não ama à Deus verdadeiramente.

Cada pecado é um ato de orgulho e desobediência contra Deus. Por isso "Cristo se humilhou e tornou-se obediente até a morte, e morte na Cruz" (Flp 2, 8) para expiar o orgulho e a desobediência dos nossos pecados, e nos merecer o perdão. Por isso ele exige de nós este ato de humildade e de obediência, na Confissão sacramental, na qual confessamos os nossos pecados diante do seu representante, legitimamente ordenado. E, conforme a sua promessa: "Quem se humilha, será exaltado, e quem se exalta, será humilhado" (Lc 18, 14).

Alguns protestantes aliciam os católicos para sua seita com a promessa de que, depois do batismo (pela imersão), estariam livres de qualquer pecado e nem poderiam mais pecar! Conseqüentemente, concluem que não haveria necessidade de confissão. Apoiam esta afirmação nas palavras bíblicas de (1 Jo 3, 6 e 9). Todavia, basta confrontar essa passagem com outra, do próprio João Apóstolos (1 Jo 1, 8-10), para perceber que a conclusão é precipitada: "Se dissermos que não temos pecado algum, enganamo-nos a nós mesmos, e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo, e nos perdoa os nossos pecados, e nos purifica de toda a iniqüidade. Se dissermos que não temos pecado, taxamo-Lo de mentiroso, e a sua palavra não está em nós".

Portanto, todos os homens necessitam de misericórdia divina; e os sinceros seguidores da Bíblia recebem-na, agradecidos, no sacramento da Confissão.

6) O que é necessário para ser eficaz uma confissão?

exame de consciência

ter arrependimento (atrição ou contrição)

propósito de não recair no pecado e de evitar as circunstâncias que o favoreçam

confessar-se sem omitir nada

cumprir a penitência estabelecida pelo confessor

A Unção dos Enfermos

É o quinto sacramento instituído por Jesus Cristo, sem que saibamos em que época o instituiu. A Sagrada Escritura, como para a Crisma, nos transmite apenas o rito exterior e o efeito produzido. O Evangelho diz que "à ordem do Senhor... os apóstolos expeliam muitos demônios e ungiam com óleo a muitos enfermos, e os curavam" (Mc 6, 13). Eis um fato, é a ordem do Senhor.

A instituição da extrema-unção decorre destas palavras de S. Tiago: "Está entre vós alguém enfermo? Chame os sacerdotes da Igreja, e estes façam oração sobre ele, ungindo-o com óleo, em nome do Senhor. E o Senhor o aliviará, e se estiver em algum pecado ser-lhe-á perdoado" (Tgo 5, 14-15).

Nunca o Apóstolo teria prometido tais efeitos a uma unção, na enfermidade, sem firmar-se na autoridade divina da instituição deste sacramento. A extrema-unção é, pois, verdadeiramente um sacramento.

A Ordem
A Ordem é o sacramento que dá o poder de desempenhar as funções eclesiásticas, e a graça de fazê-lo santamente. Em outros termos, é o sacramento que faz os sacerdotes, ou ministros de Deus. Muitos textos da Sagrada Escritura provam a existência do sacerdócio e indicam o rito de ordenação sacerdotal. Lemos de fato que Nosso Senhor fez uma seleção entre os discípulos: "Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi", diz Ele (Jo 15, 16). Aos discípulos eleitos, chamados apóstolos, o divino Mestre confia as quatro atribuições particulares do sacerdócio:

Oferecer o santo sacrifício: "Fazei isto em memória de mim" (Lc 22, 19). É a ordem de reproduzir o que ele tinha feito: mudar o pão em seu corpo e o vinho em seu sangue divino.

Perdoar os pecados: Os pecados serão perdoados aos que vós os perdoardes (Jo 20, 23).

Pregar o Evangelho: Ide no mundo inteiro, pregando o Evangelho a todas as criaturas (Mc 16, 15).

Governar a Igreja: O Espírito Santo constituiu os bispos para governarem a Igreja de Deus (At 20, 28).

Eis os poderes dados por Nosso Senhor Jesus Cristo a seus ministros ou sacerdotes, representados pelos primeiros sacerdotes, que foram os apóstolos.

Quanto ao rito de ordenação, não é menos claramente indicado: Consiste ela na imposição das mãos. S. Paulo escreve: "Não desprezes a graça que há em ti e te foi dada por profecia pela imposição das mãos do presbitério" (1 Tim 4, 14). Chama-se presbitério a reunião dos bispos e padres que concorreram para a ordenação de Timóteo, de que S. Paulo foi o principal ministro, como se vê claramente na segunda epístola dirigida ao mesmo discípulo. "Por este motivo, diz ele, te admoesto que reanimes a graça de Deus, que recebestes pela imposição de minhas mãos" (2 Tim 1, 6).

O exemplo dos apóstolos nos mostra a transmissão dos poderes sacerdotais pela ordenação. E por onde Paulo e Barnabé passavam, "ordenavam sacerdotes para cada Igreja" (At 14, 22).

Tudo isso prova, claramente, que os apóstolos tinham recebido de Jesus a divina investidura de poderes, que iam assim distribuindo pela imposição das mãos; e esta investidura é o sacramento da Ordem.

O Matrimônio
É o último na série dos sacramentos. O casamento que era antes de Jesus Cristo mero contrato, é um verdadeiro sacramento da nova lei. Não sabemos exatamente o tempo nem o lugar em que Jesus Cristo instituiu este sacramento; pensam os teólogos que foi nas bodas de Caná. Outros pensam que foi na ocasião em que o Salvador restaurou a unidade e a indissolubilidade primitivas. Interrogado a respeito do divórcio, Cristo responde que não era lícito por nenhum motivo, que nem o direito de separar-se tem o homem e a mulher, exceto o caso de adultério (Mt 19, 3-9).

Outros, ainda, pensam que foi instituído depois da ressurreição, e promulgado por S. Paulo, na epístola aos efésios (5, 25-33).

Pouco importa o tempo e o lugar, o certo é que o matrimônio foi por Jesus elevado à dignidade de sacramento, como resulta positiva e irrefutavelmente da Sagrada Escritura: "Não separe o homem o que Deus uniu" (Mt 19, 6). Ou seja, Deus uniu os noivos!

Este mistério, ou sacramento, é grande em relação a Cristo e à Igreja, diz S. Paulo (Ef 5, 32). Isso é grande, em relação a Cristo, porque é instituição divina; grande em relação à Igreja, que deve mantê-lo na sua unidade e indissolubilidade.

O rito externo foi indicado por S. Paulo: é a mútua tradição e aceitação do direito sobre os corpos, em ordem aos fins do casamento, formando uma união santa, como é "santa a união do Cristo com a sua Igreja" (Ef 5, 25)

Pode aprofundar-se mais sobre o sacramento do matrimônio em: padremarciopinheiro.blogspot.com.br/2011/02/o-sacramento-do-matrimonio-dimensao.html

Fonte: http://www.catequisar.com.br/texto/materia/especial/sacramento/05.htm

21 de fev. de 2016

Neta de Deus

Fruto do preciosíssimo Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, emana dos tesouros da Cristandade um brilho sobrenatural que os distingue dos monumentos e obras de civilizações pagãs, pois, acima dos valores artísticos, nota-se neles uma bênção pela qual remetem a um plano superior, metafísico, e deste ao divino. Como dizia Dante, as obras de arte dos homens são “netas de Deus”. (1)
Letícia Gonçalves de Sousa
Destacam-se nessa categoria as catedrais medievais, erigidas no tempo em que, segundo a feliz expressão de Leão XIII, “a influência da sabedoria cristã e a sua virtude divina penetravam as leis, as instituições, os costumes dos povos”. (2) No conjunto dessas magníficas construções, brilha com especial esplendor a de Reims, erigida no século XIII em substituição ao templo carolíngio destruído por um incêndio.

Concebida como um hino de glória ao Criador, ela é adornada por2.303 estátuas e enquadrada por duas torres que se elevam a 81 metros de altura, parecendo querer se destacar da Terra e alçar voo em direção ao Céu.

Até 1825, ano em que foi coroado Carlos X, aí se realizavam as cerimônias de sagração dos monarcas da Filha Primogênita da Igreja. Era crença popular que o rei tinha a faculdade de curar os doentes de escrofulose, mal comum naquele tempo. Por isso, à saída do solene ato litúrgico, aqueles infelizes se aproximavam do soberano recém-coroado e este se detinha diante de cada um, dizendo: “Le roi te touche,Dieu te guérit — O rei te toca, Deus te cura”. Bela fórmula que revela a consciência de ser o homem apenas um instrumento nas mãos do Rei dos reis e Senhor dos senhores.


Este estado de espírito despretensioso do Rei Cristianíssimo reflete-se também na própria simbologia da catedral que, pelo seu élan ascendente, convida todos a se reportarem continuamente ao Criador. As suas altivas torres recordam-nos que toda a nossa existência deve estar ordenada em função da eternidade. Sua singular beleza é obra demãos humanas, mas são as miríades de luzes sobrenaturais, dons de Deus, que a tornam uma verdadeira maravilha.

NO PÓRTICO, A RAINHA

No monumental pórtico de entrada está representada a mais grandiosa e a mais humilde das criaturas: Maria Santíssima. Receptáculo de todas as graças e eleita pelo Pai, sobre Ela pousou o Espírito Santo para gerar em seu claustro virginal o Esperado das nações, Nosso Senhor Jesus Cristo. Contudo, ao receber o entusiástico elogio de Santa Isabel, proclamou Ela sua pequenez e restituiu ao Altíssimo o inapreciável dom recebido: “A minha alma engrandece o Senhor, e exulta meu espírito em Deus meu salvador, pois Ele olhou para o nada de sua serva e desde agora as gerações me proclamarão bem-aventurada” (Lc 1, 46-48).


Se atribuirmos a nós mesmos a glória de eventuais êxitos, jamais gozaremos da felicidade do Reino Celeste. Seguindo, porém, os passos da despretensiosa Soberana da Restituição, alcançaremos as alegrias próprias àqueles que, por terem reconhecido o seu nada, são proclamados bem-aventurados e cantam eternamente nos Céus a glória de Deus.

Eis uma das mais belas lições transmitidas pela magnífica Catedral de Reims. Paulo Eduardo Roque Cardoso
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(1) ALIGHIERI, Dante. Divina Comédia. Inferno, Canto XI, v.105.
(2) LEÃO XIII. Immortale Dei, n.28.
(Publicado originalmente na revista Arautos do Evangelho, nº 135, de março de 2013, p. 50-51.Para acessar o exemplar do corrente mês clique aqui )
Ilustrações: Arautos do Evangelho, Gaudium Press.

25 de jan. de 2016

Curso de Férias!

Aproveitando o período de férias escolares, jovens provenientes de todo o Brasil e do exterior reuniram-se em Caieiras (SP), entre os dias 18 e 22 de janeiro, para um curso de formação. Através de palestras e encenações teatrais, o curso foi dividido em quatro temas: "Como aproveitar bem o tempo", "Confissão", "Amizades", "Eucaristia".
Todas as manhãs, o Curso de Férias iniciava com a Santa Missa.
Após a Santa Missa, todos se dirigiam ao auditório.
Auditório
 
Primeiro tema: "Como aproveitar bem o tempo".
Encenação teatral introduz o tema do dia e apresenta como o tempo não para!
Encenação teatral apresenta a história de um comandante do Ancien Régime, que confiava mais nas próprias forças do que em Deus.
Encenação teatral apresenta sobre o grave risco da negligência e a importância da constante vigilância.




Encenação teatral introduz o tema do dia, ao apresentar sobre os dons e frutos do Espírito Santo, obtidos com o sacramento da penitência.
Encenação teatral apresenta sobre a importância do conselho durante a confissão.
Encenação teatral oriental apresenta sobre a honra do estado de graça que devemos conservar, custe o que custar.
Pistas enigmáticas são retiradas do baú do tesouro (ao centro), a fim dos jovens decifrarem o tema do dia.
Encenação teatral apresenta sobre a "amizade" interesseira.
Encenação teatral apresenta a magnífica cena bíblica da amizade de Jonatas, filho de Saul, com Davi.

1 Samuel 18:

1 "Depois dessa conversa de Davi com Saul, surgiu tão grande amizade entre Jônatas e Davi que Jônatas tornou-se o seu melhor amigo."






Encenação teatral apresenta sobre as boas e más amizades e o respeito humano de ser bom.
Encenação teatral introduz o tema do dia ao apresentar cena de um concurso de pinturas de artistas famosos na Itália; as pinturas procuram expressar a grandeza e o poder de Deus. O quadro vencedor é o que representa a Santa Missa.

Encenação teatral apresenta a fé que devemos ter na Eucaristia.
Encenação teatral apresenta sobre a importância da devoção eucarística, especialmente nos últimos instantes da vida. A cena é de soldados da Primeira Guerra Mundial, que, a pedido do comandante, que está mal a morte, dá-lhes a comunhão.
Encenação teatral apresenta cenas orientais da Índia, nos tempos das primeiras missões portuguesas.